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Vida terrestre

Colunista Fernanda Cangerana

Vida terrestre
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A proteção dos ecossistemas terrestres é o décimo quinto ODS da Agenda 2030 da ONU. Com vistas a atingir a conservação dos ecossistemas continentais, a ONU propõe o seu uso sustentável, a gestão das florestas que permitirá modelos extrativistas de baixo impacto, o combate aos processos de desertificação, a contenção da perda da diversidade biológica e o fim dos processos de degradação da terra.
Para uma melhor administração das metas à serem atendidas, o ODS 15 estabelece prazos dentro dos quais seja possível atingir as mudanças necessárias para permitir a conservação. Até 2020 estão previstos: promover a gestão sustentável das florestas; deter o avanço do desmatamento; florestar e reflorestar. Até 2030 estão previstos: combater a desertificação; restaurar o solo degradado; assegurar a conservação das montanhas.
O desmatamento é, atualmente, um dos maiores desafios quando tratamos da preservação da vida terrestre. A retirada de cobertura vegetal não é um processo moderno, desde que, no período neolítico, o Homo sapiens tornou-se sedentário, a vegetação nativa deu lugar aos primórdios dos campos de agricultura e pecuária e, posteriormente, às cidades. Contudo, milhares de anos depois desse processo e, também em consequência dele que garantiu melhores condições de sobrevivência para a espécie, o aumento da população humana exigiu um avanço cada vez maior sobre os campos naturais, seja para instalação das cidades, seja para os empreendimentos agropecuários necessários para alimentar essa enorme população. Uma possível solução para esse problema é contínuo avanço científico na área da produção vegetal e animal. Hoje já temos grandes centros de pesquisa, como a EMBRAPA, a ESALQ e a UNESP, que produzem resultados científicos de nível internacional e garantem a maior produtividade no campo, mas muito ainda precisa ser feito.
Florestar é plantar árvores em áreas onde não havia floresta e reflorestar é plantar em lugares onde havia vegetação que foi removida. Grandes construções humanas, como hidrelétricas, rodovias, atividades de mineração, agricultura e pecuária intensiva, expansão urbana e exploração de madeira, resultam em grandes taxas de degradação ambiental e na destruição dos serviços ecossistêmicos. O plantio de vegetação em áreas degradadas pode assegurar o retorno dos benefícios das florestas, como a captação de CO2 através da fotossíntese, a melhoria da qualidade do solo, a prevenção contra a erosão e controle de alterações climáticas em pequena e em larga escala.
Os desertos da forma como os conhecemos, com solo seco e rachaduras, representam o final do processo de desertificação, no qual o solo se torna pobre em nutrientes, não há desenvolvimento vegetal e nem a capacidade de reter água. Hoje, no Brasil, 16% do território sofre com o processo de desertificação. Segundo a EMBRAPA, dois terços do Semiárido já foram atingidos por este fenômeno, incluindo oito estados da região Nordeste e o norte de Minas Gerais. Na tentativa de conter esse fenômeno, que ameaça a segurança alimentar e a economia do país, podemos adotar algumas medidas como a recuperação da mata ciliar; o reflorestamento de áreas desmatadas; avanço na pesquisa científica; projetos agrosilvopastoris; e o manejo sustentável do solo.

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