SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Jornal Semanário da Zona Norte recebe visita do general de divisão André Luís Novaes Miranda

Na manhã de quarta-feira, dia 19 de dezembro, o jornal Semanário da Zona Norte recebeu a visita do general

 

Na manhã de quarta-feira, dia 19 de dezembro, o jornal Semanário da Zona Norte  recebeu a  visita do general de divisão André Luís Novaes Miranda, comandante do Comando da 2ª Divisão de Exército.

Com exclusividade, o general  concedeu uma entrevista e abordou diversos assuntos, entre eles, o papel da 2ª Divisão de Exército, a importância da disciplina dentro das instituições, a atual conduta dos jovens brasileiros e sua experiência como comandante no Haiti, em 2005.

O  general assumiu o Comando da 2ª Divisão de Exército em 30 de agosto de 2018 , em substituição ao general de divisão Eduardo Diniz, que passou para a Reserva após mais de 43 anos de serviços prestados ao Exército brasileiro.

A 2ª Divisão de Exército (2ª DE), Divisão Presidente Costa e Silva, é um Grande Comando Operativo subordinado ao Comando Militar do Sudeste. Sua designação histórica é uma homenagem a seu mais ilustre c omandante, o general e ex-presidente da República Arthur da Costa e Silva.

Nascido em 6 de fevereiro de 1963 na cidade de Mirandópolis, interior de São Paulo, André Luís Novaes Miranda é filho de Eres Miranda Catharino e de Corina Novaes Miranda.

Incorporou às fileiras do Exército em 28 de fevereiro de 1977, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, sediada em Campinas, São Paulo.

Foi declarado aspirante a oficial em 10 de dezembro de 1983, e foi classificado no 4º Batalhão de Infantaria Blindado.

Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, em 1992, e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1998 e 1999. No exterior, realizou o Curso Avançado de Infantaria no Chile, a Escola de Comando e Estado-Maior no Uruguai e o Curso Avançado de Segurança e Defesa Hemisférica nos Estados Unidos da América.

Ao longo de sua carreira, exerceu as funções de comandante de Pelotão de Fuzileiros de Selva; comandante de Companhia e Oficial de Operações, no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista; comandante do Regimento Escola de Infantaria; comandante do Centro de Instrução de Operações de Paz “Sérgio Vieira de Melo”; Comandante das tropas do Exército na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) – 3º Contingente; comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, comandante da Academia Militar das Agulhas Negras e diretor de Ensino Superior Militar.

Foi condecorado com a Ordem do Mérito Militar, Medalha do Serviço Amazônico, Medalha Militar de Platina, Medalha do Corpo de Tropa, Medalha Marechal Trompowsky e Medalha Marechal Hermes Dourada com duas coroas.

Confira na íntegra a entrevista com o general  de divisão André Luís Novaes Miranda.

JSZN: O Sr. pode explicar o que é e qual a função da 2ª Divisão de Exército? 

General de divisão André Luís Novaes Miranda: A 2ª Divisão de Exército é um grande comando porque une as tropas operacionais aqui no Estado de São Paulo. Ela é um dos dois  grandes braços do Comando Militar do Sudeste.  Tem esse braço operacional, logístico, territorial e administrativo que é a região militar. Há ainda tropas que são subordinadas ao general Ramos, quatro estrelas. Mas a  Divisão reúne as duas brigadas operacionais que são nossas,  como a Brigada de Campinas, a 11ª Brigada de Infantaria Leve que tem vocação para operações urbanas  e a 12ª Brigada de Infantaria Leve que é aeromóvel e tem apoio da aviação do Exército que é uma força de emprego estratégico que pode ser empregada em qualquer local do país. As duas brigadas e a própria 2ª Divisão são empregadas onde for necessário. Nós temos tropas no Rio de Janeiro desde o começo do ano, e temos previsão de ser empregadas em qualquer lugar do Brasil, assim como faziam os bandeirantes, no qual somos herdeiros nessas tradições.

JSZN: Princípios como valores, deveres e ética são as principais características do Exército. Como o Sr. analisa a atual  conduta  do jovem brasileiro?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: O Exército brasileiro conseguiu atravessar esse período turbulento na nossa história que ainda não acabou. Esperamos uma mudança daqui para frente, o povo deu um sinal que estava interessado em resgatar esses valores. O Exército conseguiu atravessar esse período com dificuldade, porque nós recebemos os jovens da sociedade. Por exemplo, nas nossas escolas militares, recebemos os jovens, muitas vezes, com essa falta de valores. Logicamente que o  Exército não tem condições de desenvolver esses valores a partir do zero, ele trabalha em cima dos valores que as pessoas trazem das suas casas, onde é berço disso tudo. A família também foi muito atacada nesse período, nas questões espirituais e religiosas. O patriotismo foi muito atacado, então o jovem foi muito influenciado por esses ataques sistemáticos a estas instituições que são origens dos principais valores que caracterizam o  Exército. Nós somos patriotas por excelência e estamos dispostos e juramos entregar a própria vida para defendê-la se assim for necessário. A palavra Pátria aparece no artigo 142 da Constituição que define a missão das Forças Armadas. Ali, a gente já interpreta que é constitucional o militar ser patriota. E a questão  ética e  moral também são valores fundamentais. Desde sua formação, o oficial aprende o código de ética a que nós chamamos de código de honra, onde nós juramos defender e praticar a verdade, a responsabilidade, a lealdade e a probidade. O Exército acabou sendo um guardião desses valores durante este período turbulento e que agora observamos novamente a busca por esses valores.

JSZN: Como Sr. vê o colégio militar dentro do CPOR/SP?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: O colégio militar é uma grande conquista para toda a sociedade paulista. Ele vem prioritariamente para atender os filhos dos militares, mas ele também transborda de vagas para outras forças militares e também civis. É uma escola de valores e ali se professa a educação que é o ensino tradicional, mais os nossos valores. À medida que a gente cumpri isso, já desenvolve o valor da disciplina em todos os seus alunos.  A disciplina é a base de qualquer profissão. Ela tem o sentido positivo para qualquer profissão com grandes percentuais em relação àqueles profissionais que não têm disciplina. O empregador quer uma pessoa disciplinada dentro da sua empresa.  O colégio militar paulista vem junto com o CPOR que é uma grande escola de lideres para a sociedade. Lá, eles aprendem a pátria e valores como a disciplina. A cidade de São Paulo vai ganhar este prêmio e preencher esta lacuna.

JSZN: O Sr. realizou cursos em outros países como Chile, Uruguai e Estados Unidos. Como o Sr. analisa o Exército no exterior? E qual a conduta dos jovens estrangeiros?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: A experiência internacional é fundamental  nos dias de hoje. Infelizmente, a gente não consegue oferecer esta oportunidade para todos, mas indiretamente sim. Nós nos preparamos para atuar em operações combinadas que são aquelas operações que envolvem as Forças Armadas de um país. A gente deve se preparar para essas missões fazendo cursos. É um ganho necessário.  O Exército brasileiro possui um nível muito bom e está acompanhando a postura do país em termos de países internacionais.  O Brasil é o maior país da América do Sul e a maior potência de qualquer ponto de vista regional. E é uma das dez melhores economias do mundo. A ferramenta militar é uma delas em que o Brasil irá continuar usando de forma pacifica. Nós temos muitos problemas nas fronteiras comuns entre os nossos vizinhos e que nós temos que usar as Forças Armadas para resolver.

JSZN: Como foi sua experiência como comandante no Haiti?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: Foi uma experiência maravilhosa, em termos operacionais, foi a mais rica que eu já tive. Vivi um período duro, início de 2005. Na época, tínhamos que pacificar aquelas áreas centrais da cidade de Porto Príncipe. Então, eu corri o risco até de fracassar. Nós estávamos num momento crucial e naquele momento existiam grupos armados que dominavam áreas inteiras da cidade de Porto Príncipe. Lá vive grande parte dos haitianos, tive uma experiência profissional muito rica de poder empregar forças em operações nas áreas urbanizadas. Foi um sucesso. Abrimos mão de muito conforto e tropas que se desdobraram dentro daquelas áreas para viver dentro daqueles locais. Tivemos o apoio da população local que confiou nas táticas que estávamos empregando. Tenho orgulho muito grande daquele período e desenvolvi um amor muito grande pelo Haiti, pelas pessoas e pela cultura do país.  

JSZN: O Sr. serviu em outro Estado, em que época e em qual função?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: Eu sou paulista, natural de Mirandópolis, interior de São Paulo. Comecei minha carreira aqui, região de Osasco, no 4.º Batalhão de Infantaria Leve (4º BIL).  Fiquei 32 anos rodando pelo país, servi muito na cidade do Rio de Janeiro, na Amazônia, região exuberante e riquíssima. Estou muito feliz por voltar a São Paulo e fechar esse ciclo de 35 anos de carreira. Para mim está sendo fantástico comandar a 2ª Divisão de Exército, local que tem uma grande tradição, os bandeirantes, que são nossos símbolos.  Estou viajando muito pelo interior paulista, revisitando e visitando cidades que eu não conhecia.  O interior de São Paulo é muito rico e desenvolvido. Para mim está sendo uma ótima experiência  profissional e também pessoal .

JSZN: Qual a importância dos eventos promovidos  pelo Semanário?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: É fantástico esse desafio de vocês, muito interessante nos dias de hoje onde as pessoas estão buscando informações na internet e nas mídias sociais. Ninguém fica 20 anos mantendo algo se não estiver produzindo valor. E acima de tudo mantendo a população da Zona Norte  informada com assuntos relevantes. O jornal Semanário da Zona Norte publica noticias de qualidade, isso é fundamental numa democracia. Realmente, precisamos da verdade e não de Fake News.

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Jornal Semanário da Zona Norte recebe visita do general de divisão André Luís Novaes Miranda

 

Na manhã de quarta-feira, dia 19 de dezembro, o jornal Semanário da Zona Norte  recebeu a  visita do general de divisão André Luís Novaes Miranda, comandante do Comando da 2ª Divisão de Exército.

Com exclusividade, o general  concedeu uma entrevista e abordou diversos assuntos, entre eles, o papel da 2ª Divisão de Exército, a importância da disciplina dentro das instituições, a atual conduta dos jovens brasileiros e sua experiência como comandante no Haiti, em 2005.

O  general assumiu o Comando da 2ª Divisão de Exército em 30 de agosto de 2018 , em substituição ao general de divisão Eduardo Diniz, que passou para a Reserva após mais de 43 anos de serviços prestados ao Exército brasileiro.

A 2ª Divisão de Exército (2ª DE), Divisão Presidente Costa e Silva, é um Grande Comando Operativo subordinado ao Comando Militar do Sudeste. Sua designação histórica é uma homenagem a seu mais ilustre c omandante, o general e ex-presidente da República Arthur da Costa e Silva.

Nascido em 6 de fevereiro de 1963 na cidade de Mirandópolis, interior de São Paulo, André Luís Novaes Miranda é filho de Eres Miranda Catharino e de Corina Novaes Miranda.

Incorporou às fileiras do Exército em 28 de fevereiro de 1977, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, sediada em Campinas, São Paulo.

Foi declarado aspirante a oficial em 10 de dezembro de 1983, e foi classificado no 4º Batalhão de Infantaria Blindado.

Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, em 1992, e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1998 e 1999. No exterior, realizou o Curso Avançado de Infantaria no Chile, a Escola de Comando e Estado-Maior no Uruguai e o Curso Avançado de Segurança e Defesa Hemisférica nos Estados Unidos da América.

Ao longo de sua carreira, exerceu as funções de comandante de Pelotão de Fuzileiros de Selva; comandante de Companhia e Oficial de Operações, no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista; comandante do Regimento Escola de Infantaria; comandante do Centro de Instrução de Operações de Paz “Sérgio Vieira de Melo”; Comandante das tropas do Exército na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) – 3º Contingente; comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, comandante da Academia Militar das Agulhas Negras e diretor de Ensino Superior Militar.

Foi condecorado com a Ordem do Mérito Militar, Medalha do Serviço Amazônico, Medalha Militar de Platina, Medalha do Corpo de Tropa, Medalha Marechal Trompowsky e Medalha Marechal Hermes Dourada com duas coroas.

Confira na íntegra a entrevista com o general  de divisão André Luís Novaes Miranda.

JSZN: O Sr. pode explicar o que é e qual a função da 2ª Divisão de Exército? 

General de divisão André Luís Novaes Miranda: A 2ª Divisão de Exército é um grande comando porque une as tropas operacionais aqui no Estado de São Paulo. Ela é um dos dois  grandes braços do Comando Militar do Sudeste.  Tem esse braço operacional, logístico, territorial e administrativo que é a região militar. Há ainda tropas que são subordinadas ao general Ramos, quatro estrelas. Mas a  Divisão reúne as duas brigadas operacionais que são nossas,  como a Brigada de Campinas, a 11ª Brigada de Infantaria Leve que tem vocação para operações urbanas  e a 12ª Brigada de Infantaria Leve que é aeromóvel e tem apoio da aviação do Exército que é uma força de emprego estratégico que pode ser empregada em qualquer local do país. As duas brigadas e a própria 2ª Divisão são empregadas onde for necessário. Nós temos tropas no Rio de Janeiro desde o começo do ano, e temos previsão de ser empregadas em qualquer lugar do Brasil, assim como faziam os bandeirantes, no qual somos herdeiros nessas tradições.

JSZN: Princípios como valores, deveres e ética são as principais características do Exército. Como o Sr. analisa a atual  conduta  do jovem brasileiro?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: O Exército brasileiro conseguiu atravessar esse período turbulento na nossa história que ainda não acabou. Esperamos uma mudança daqui para frente, o povo deu um sinal que estava interessado em resgatar esses valores. O Exército conseguiu atravessar esse período com dificuldade, porque nós recebemos os jovens da sociedade. Por exemplo, nas nossas escolas militares, recebemos os jovens, muitas vezes, com essa falta de valores. Logicamente que o  Exército não tem condições de desenvolver esses valores a partir do zero, ele trabalha em cima dos valores que as pessoas trazem das suas casas, onde é berço disso tudo. A família também foi muito atacada nesse período, nas questões espirituais e religiosas. O patriotismo foi muito atacado, então o jovem foi muito influenciado por esses ataques sistemáticos a estas instituições que são origens dos principais valores que caracterizam o  Exército. Nós somos patriotas por excelência e estamos dispostos e juramos entregar a própria vida para defendê-la se assim for necessário. A palavra Pátria aparece no artigo 142 da Constituição que define a missão das Forças Armadas. Ali, a gente já interpreta que é constitucional o militar ser patriota. E a questão  ética e  moral também são valores fundamentais. Desde sua formação, o oficial aprende o código de ética a que nós chamamos de código de honra, onde nós juramos defender e praticar a verdade, a responsabilidade, a lealdade e a probidade. O Exército acabou sendo um guardião desses valores durante este período turbulento e que agora observamos novamente a busca por esses valores.

JSZN: Como Sr. vê o colégio militar dentro do CPOR/SP?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: O colégio militar é uma grande conquista para toda a sociedade paulista. Ele vem prioritariamente para atender os filhos dos militares, mas ele também transborda de vagas para outras forças militares e também civis. É uma escola de valores e ali se professa a educação que é o ensino tradicional, mais os nossos valores. À medida que a gente cumpri isso, já desenvolve o valor da disciplina em todos os seus alunos.  A disciplina é a base de qualquer profissão. Ela tem o sentido positivo para qualquer profissão com grandes percentuais em relação àqueles profissionais que não têm disciplina. O empregador quer uma pessoa disciplinada dentro da sua empresa.  O colégio militar paulista vem junto com o CPOR que é uma grande escola de lideres para a sociedade. Lá, eles aprendem a pátria e valores como a disciplina. A cidade de São Paulo vai ganhar este prêmio e preencher esta lacuna.

JSZN: O Sr. realizou cursos em outros países como Chile, Uruguai e Estados Unidos. Como o Sr. analisa o Exército no exterior? E qual a conduta dos jovens estrangeiros?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: A experiência internacional é fundamental  nos dias de hoje. Infelizmente, a gente não consegue oferecer esta oportunidade para todos, mas indiretamente sim. Nós nos preparamos para atuar em operações combinadas que são aquelas operações que envolvem as Forças Armadas de um país. A gente deve se preparar para essas missões fazendo cursos. É um ganho necessário.  O Exército brasileiro possui um nível muito bom e está acompanhando a postura do país em termos de países internacionais.  O Brasil é o maior país da América do Sul e a maior potência de qualquer ponto de vista regional. E é uma das dez melhores economias do mundo. A ferramenta militar é uma delas em que o Brasil irá continuar usando de forma pacifica. Nós temos muitos problemas nas fronteiras comuns entre os nossos vizinhos e que nós temos que usar as Forças Armadas para resolver.

JSZN: Como foi sua experiência como comandante no Haiti?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: Foi uma experiência maravilhosa, em termos operacionais, foi a mais rica que eu já tive. Vivi um período duro, início de 2005. Na época, tínhamos que pacificar aquelas áreas centrais da cidade de Porto Príncipe. Então, eu corri o risco até de fracassar. Nós estávamos num momento crucial e naquele momento existiam grupos armados que dominavam áreas inteiras da cidade de Porto Príncipe. Lá vive grande parte dos haitianos, tive uma experiência profissional muito rica de poder empregar forças em operações nas áreas urbanizadas. Foi um sucesso. Abrimos mão de muito conforto e tropas que se desdobraram dentro daquelas áreas para viver dentro daqueles locais. Tivemos o apoio da população local que confiou nas táticas que estávamos empregando. Tenho orgulho muito grande daquele período e desenvolvi um amor muito grande pelo Haiti, pelas pessoas e pela cultura do país.  

JSZN: O Sr. serviu em outro Estado, em que época e em qual função?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: Eu sou paulista, natural de Mirandópolis, interior de São Paulo. Comecei minha carreira aqui, região de Osasco, no 4.º Batalhão de Infantaria Leve (4º BIL).  Fiquei 32 anos rodando pelo país, servi muito na cidade do Rio de Janeiro, na Amazônia, região exuberante e riquíssima. Estou muito feliz por voltar a São Paulo e fechar esse ciclo de 35 anos de carreira. Para mim está sendo fantástico comandar a 2ª Divisão de Exército, local que tem uma grande tradição, os bandeirantes, que são nossos símbolos.  Estou viajando muito pelo interior paulista, revisitando e visitando cidades que eu não conhecia.  O interior de São Paulo é muito rico e desenvolvido. Para mim está sendo uma ótima experiência  profissional e também pessoal .

JSZN: Qual a importância dos eventos promovidos  pelo Semanário?

General de divisão André Luís Novaes Miranda: É fantástico esse desafio de vocês, muito interessante nos dias de hoje onde as pessoas estão buscando informações na internet e nas mídias sociais. Ninguém fica 20 anos mantendo algo se não estiver produzindo valor. E acima de tudo mantendo a população da Zona Norte  informada com assuntos relevantes. O jornal Semanário da Zona Norte publica noticias de qualidade, isso é fundamental numa democracia. Realmente, precisamos da verdade e não de Fake News.

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