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Academia Paulista de Letras presta homenagem a Jorge Caldeira

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Por sua eleição à Academia Brasileira de Letras, para suceder a romancista Lygia Fagundes Telles, o acadêmico historiador Jorge Caldeira foi homenageado pela Academia Paulista de Letras. O encontro foi no restaurante Quattrino e todos os “imortais” bandeirantes que estavam em São Paulo no dia 28 de julho lá estiveram para abraçar o historiador paulista. Ele teve vinte e nove votos dentre os trinta e três votantes, o que já é por si uma consagração.

O presidente da Academia Paulista de Letras usou da palavra para traduzir o sentimento de todos os acadêmicos, lembrando que suceder Lygia Fagundes Telles no atual momento brasileiro é uma glória e uma enorme responsabilidade. Lygia foi uma corajosa e destemida combatente da democracia, arrostando a ditadura de Vargas, quando desfilou pelas ruas de São Paulo trajando luto, para mostrar o apreço do povo paulista pelo Estado de direito. Antes disso, Lygia visitara Monteiro Lobato, o patriota que vislumbrava a capacidade brasileira de obter autonomia em petróleo e que, por sua cruzada, foi também vítima do autocrata Getúlio Vargas.

Mais tarde, Lygia Fagundes Telles esteve em Brasília, encabeçando o grupo de intelectuais brasileiros que exigia o retorno da vida democrática no período autoritário instaurado em 1964 e que só terminou em 1985.

Existe uma similitude preocupante entre a situação do Brasil naquelas duas épocas e a de hoje. Daí a importância de São Paulo ter mais um paulista na Casa-Mãe das Academias de Letras, aquela fundada por Machado de Assis em 1897.

Ao agradecer o carinho de seus colegas paulistas, o bi-acadêmico Jorge Caldeira enalteceu a circunstância de ocupar exatamente a vaga deixada pela grande dama do romance brasileiro, a multi traduzida Lygia Fagundes Telles.

O historiador tem uma obra muito consistente e sua recente obra “Brasil – Paraíso Restaurável” é um brado de extrema relevância para este país continental que está sendo bastante maltratado em relação ao seu maior patrimônio: a cobertura vegetal e a exuberante biodiversidade, que pode ser a redenção nacional para a combalida economia pátria.

Para Jorge Caldeira, “o Brasil já possui bases reais importantíssimas para dar o passo na direção da liderança nessa nova economia, especialmente no campo da energia. Essas bases reais são construções seculares de empreendedores e trabalhadores, resultam de políticas e instituições herdadas da história, além de uma cultura própria que permitiu tudo isso”.

Atualíssima a postura de Jorge Caldeira, que atua na conscientização de todos os brasileiros quanto ao entendimento da noção de natureza como valor e o valor de uma nova noção para o Brasil, nos moldes de um Paraíso Restaurável.  A posse de Jorge Caldeira na Academia Brasileira de Letras será em novembro próximo e a saudação de recepção à Casa de Machado será feita pelo também bi-acadêmico Celso Lafer, que integra tanto a Academia Brasileira como a Academia Paulista de Letras. 

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