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Um rito de passagem

A humanidade vive momentos de extrema fragilidade.

Um rito de passagem
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A humanidade vive momentos de extrema fragilidade. Nem bem saiu da pandemia da Covid 19 que, além de causar transtornos de todas as ordens, demonstrou a fragilidade da vida e já se vê envolvida numa guerra que aterroriza por suas próprias consequências e, ainda, traz consigo a ameaça do uso de armas atômicas.


Talvez estes sejam os dias mais duros desta geração, sobretudo porque o ser humano ou parte deles parece não entender o sentido da vida e sua perecibilidade. 


Mas, por outro lado, também vivenciamos uma grande oportunidade para refletir sobre o que e quem somos e como podemos ser melhores. Ou seja, vivemos um momento propício para e de interiorização e meditação que pode ser contextualizado como um rito de passagem que, certamente, nos libertará tornando-nos seres melhores e, como consequência, nos conduzirá a um mundo mais justo e perfeito.


Na celebração da Páscoa, enquanto um rito de passagem, esse simbolismo ganha importância pela própria origem da palavra, que decorre de dois vocábulos hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo, 23: 14-17), outro, traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) indica apenas “passagem”.


 Associando estas duas situações e momentos, num processo de ponderação, creio que a Páscoa possa significar a libertação da ignorância pelo conhecimento, a renovação moral e dos nossos propósitos em prol do engrandecimento do espírito imortal que transforma o homem velho que sempre fomos e viabiliza o crescimento em nosso interior do homem novo, renovado em seus princípios éticos e morais.


Este simbolismo propicia a necessária reflexão sobre a necessidade da disruptura dos valores antigos e serve como um ponto de partida para que as pessoas sigam pelo caminho do perdão, da humildade e da caridade, que ajudam na melhoria moral individual do ser humano e, em decorrência disso, na transformação coletiva do planeta.


É tempo de meditar, de orar, de agradecer e de buscar a reforma íntima que, repita-se, enseja a mudança nas atitudes e transforma cada pessoa e, como consequência, transforma o mundo Quem sabe dessa maneira todos possam colocar em prática a moral do Cristo e fazer o mesmo testemunho de Paulo, o apóstolo dos gentios quando disse: “Fui crucificado junto com o Cristo. Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida pertence à carne, vivo-a no corpo, vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).


Que a Páscoa – e todo seu simbolismo - represente uma nova oportunidade para o grande objetivo de todo ser humano que é celebrar a vida e a sobrevivência da alma.


Comemore a Páscoa, a sua Páscoa, rumo a uma vida plena de amor, pois que a vida em essência só pode ser definida pelo Amor.
                 
Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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