SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

O país da meia-entrada

Essa política é definida em lei federal

Ao completar sessenta anos foi me dito da possibilidade de pagar meia-entrada no cinema. Cinéfilo de longa data, o assunto despertou meu interesse. Gozando de plena saúde e com condições financeiras estáveis, quis checar se realmente teria este direito e consultei a política de meia-entrada existente no site de venda de ingressos.

Essa política abarca todos os eventos culturais (teatros, shows, espetáculos de dança e de música dentre outros). Lá descobri que além dos ditos idosos  temos uma série de outros beneficiados.

Gozam deste direito os estudantes, as pessoas com deficiência e seus acompanhantes, os menores de 21 anos, os professores, diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das Escolas, os doadores de sangue e os jovens de baixa renda. Não é pouca gente.

Essa política é definida em lei federal e a ela não corresponde nenhum subsídio do Estado para compensar os empresários daquilo que deixam de arrecadar com a meia-entrada, para que, assim, possam honrar todos os custos do evento. Mas, logicamente os empresários não ficam com este prejuízo e compensam aquele que seria o seu ônus com a elevação dos preços, da inteira e por consequência da meia.

O preço pago nos eventos culturais no Brasil em relação a outros países é alto em virtude dessa necessária compensação. E se formos nos debruçar sobre o que seria justo, no sentido de que aquele com menos recursos deve ser o beneficiado, verificamos que hoje muitos dos beneficiados (idosos, estudantes e professores) têm melhores condições de pagar um ingresso que um assalariado de baixa renda que não é atingido pela lei.

Este é mais um engodo da social demagogia que atende aos fins eleitoreiros dos governos populistas que tivemos ao longo dos últimos anos e que, com certeza, prejudica e não é justo, com aqueles que não são alcançados por esse direito e pagam ingressos acima do preço que deveriam pagar.

Até quando vamos nos deixar enganar por essas políticas?

Eduardo Diniz 

* Um cidadão brasileiro

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O país da meia-entrada

Ao completar sessenta anos foi me dito da possibilidade de pagar meia-entrada no cinema. Cinéfilo de longa data, o assunto despertou meu interesse. Gozando de plena saúde e com condições financeiras estáveis, quis checar se realmente teria este direito e consultei a política de meia-entrada existente no site de venda de ingressos.

Essa política abarca todos os eventos culturais (teatros, shows, espetáculos de dança e de música dentre outros). Lá descobri que além dos ditos idosos  temos uma série de outros beneficiados.

Gozam deste direito os estudantes, as pessoas com deficiência e seus acompanhantes, os menores de 21 anos, os professores, diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das Escolas, os doadores de sangue e os jovens de baixa renda. Não é pouca gente.

Essa política é definida em lei federal e a ela não corresponde nenhum subsídio do Estado para compensar os empresários daquilo que deixam de arrecadar com a meia-entrada, para que, assim, possam honrar todos os custos do evento. Mas, logicamente os empresários não ficam com este prejuízo e compensam aquele que seria o seu ônus com a elevação dos preços, da inteira e por consequência da meia.

O preço pago nos eventos culturais no Brasil em relação a outros países é alto em virtude dessa necessária compensação. E se formos nos debruçar sobre o que seria justo, no sentido de que aquele com menos recursos deve ser o beneficiado, verificamos que hoje muitos dos beneficiados (idosos, estudantes e professores) têm melhores condições de pagar um ingresso que um assalariado de baixa renda que não é atingido pela lei.

Este é mais um engodo da social demagogia que atende aos fins eleitoreiros dos governos populistas que tivemos ao longo dos últimos anos e que, com certeza, prejudica e não é justo, com aqueles que não são alcançados por esse direito e pagam ingressos acima do preço que deveriam pagar.

Até quando vamos nos deixar enganar por essas políticas?

Eduardo Diniz 

* Um cidadão brasileiro

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