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O Equilíbrio

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

O Equilíbrio
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Seja em relação as coisas da matéria ou as do espírito, desde a infância, muitas vezes, mesmo sem saber definir, temos plena consciência do certo e do errado, de modo que nos é dada a opção de fazer o que queremos para nos sentirmos plenos. Isso é uma representação do exercício do livre arbítrio.
Mas a sensação de plenitude somente existirá se e quando houver equilíbrio entre os elementos que consubstanciam aquilo que chamamos de felicidade.
Em diversas situações, não raras vezes, somos levados a refletir sobre o que tem mais relevância em nossa vida. Seriam os bens materiais, o amor - no sentido da ágape e não do carnal -, a saúde, a família ou a espiritualidade? 
Esse é um processo de grande confronto interno que importa ou deveria importar numa grande reflexão. É a intensa busca do ser humano por conhecer a si mesmo, o mundo que o rodeia e, sobretudo, para achar um sentido para sua vida, valorando aquilo que realmente é mais importante para seu dia-a-dia e, consequentemente, seu crescimento enquanto ser.
Numa escala de zero a dez, se valorizarmos demais um desses elementos em detrimento de outro não estaríamos formatando um verdadeiro desequilíbrio em nossas vidas?
Para exemplificar, pense na hipótese de se ter muitos bens materiais sem, por outro lado, manter o convívio amoroso com a família e os amigos, ter a saúde debilitada e utilizá-los de forma mesquinha e egoísta. Que valia teriam os bens materiais? Como resposta, fatalmente, teríamos que formatamos o desequilíbrio em nossas vidas.
Se a vida é consequência daquilo que buscamos e praticamos, precisamos harmonizar nossos valores. O equilíbrio é a resultante da estabilidade mental e emocional do indivíduo. Por isso, o bom combate aos pensamentos negativos é fundamental. Em uma palavra, isso leva a harmonia corporal. Daí a assertiva no sentido de que, na medida do possível, as relações em nossas vidas devem ser recíprocas, sendo indispensável manter a harmonia nos aspectos material e espiritual.
Nessa perspectiva, é de se ter consciência de que a realidade material e a espiritual não começam e terminam numa só pessoa, mas produzem uma transformação que começa no interior de cada um e se estende para a sociedade, e nas relações com o corpo, o espírito e o universo.
O progresso do indivíduo, o equilíbrio do seu eu, transformando problemas em soluções, inevitavelmente, levará a humanidade ao progresso coletivo e, assim, um dia, a humanidade viverá uma vida feliz e plena em todos os aspectos.
Isso pode parecer uma utopia, mas devemos lembrar que se a vida é consequência daquilo que buscamos e praticamos, devemos compartilhar o que temos de melhor para vivenciarmos o verdadeiro e pleno equilíbrio.
Como disse Chico Xavier:
 “Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;
Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;
Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!”

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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