Depois de receber autorização do STF, o ex-presidente Lula concedeu a sua primeira entrevista após ser preso. A Folha de São Paulo e o El País, foram os veículos responsáveis pela cobertura. Além da decisão “esdrúxula” dos juízes, em dar voz a um presidiário, tivemos as vergonhosas declarações do então líder do PT, de que o Brasil passou a ser governado “por um bando de lunáticos”, fazendo uma clara menção ao presidente Jair Bolsonaro e que irá lutar para mostrar ao povo brasileiro e ao mundo as “armações” de Sergio Moro para incriminá-lo e tirá-lo da disputa eleitoral, isto é, uma loucura total.
A imprensa internacional claro, que repercutiu o fato, e até pontuou os pensamentos do ex-presidente. “Eu quero sair daqui com a cabeça erguida, como entrei: inocente. Muitas pessoas pensaram que eu teria que fugir, sair do Brasil ou me refugiar em uma embaixada. Mas eu decidi que o meu lugar era aqui. Posso ficar na prisão por cem anos, mas não vou trocar minha dignidade pela minha liberdade”, relatou o Le Figaro, da França.
Já o canal Fox News, ressaltou que Lula quer provar sua inocência das condenações que recebeu por conta das irregularidades cometidas pela força-tarefa da Lava Jato. “Estou obcecado em desmascarar o juiz Moro e aqueles que me sentenciaram. Quero expor a farsa montada no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.”
Com estas palavras, o ex-presidente mostrou que pensa apenas no seu próprio umbigo, e não no benefício de seu próprio pais, pois seus interesses estão sempre em primeiro lugar. Estes termos utilizados por Lula só irão desgastar ainda mais a sua relação junto ao povo, já tão desacreditado do seu discurso.
Cabe a ele, reconhecer que seu partido, sob a sua liderança, protagonizou o maior escândalo da história brasileira, roubando uma fortuna dos cofres públicos e causando uma das maiores crises da nossa história.
Como brasileiro, me sinto envergonhado com tais atitudes de Lula, porém não me surpreendo com a sua reação, que é digna de pena, pois tenta atrair os holofotes para si, em um momento de transição no país, pois ao invés de paz, ele quer guerra.
João Carlos Dias
* Diretor-responsável do jornal Semanário da Zona Norte