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A tolerância

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

A tolerância
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Tolerância, do latim tolerantia, do verbo tolerare que significa suportar. Tolerância pode ser definida como uma atitude de respeito aos pontos de vista dos outros e de compreensão para com suas eventuais fraquezas. Pode-se dizer que essa expressão também está ligada a outros termos como: paz, ecumenismo, diferença, diálogo, alteridade, não violência, etc.

Na medida certa, sem se esquecer do equilíbrio, a tolerância é acréscimo de amor que vibra em tudo. É de se dizer: a tolerância fecunda está sempre de mãos dada com o discernimento, para que não se torne em conivência.

Emmanuel, em mensagem psicografada por Chico Xavier, inserta no livro Plantão de Paz, já nos mostrou o caminho a ser seguido ao dizer que:  
“Tolerância é caminho de Paz.

Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.
Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com  naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

No serviço profissional, suporta com paciência o colega mais difícil, e,  aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará  para melhor as próprias disposições.

Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com teus exemplos de  abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.
No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija  e evitará discussões de consequências imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com  humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha  de acesso à felicidade, de vez que aceitarás os companheiros do mundo na  condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.”.
A tolerância pode se mostrar como uma virtude difícil, porque sempre estaremos a nos perguntar qual é o limite?  Mas Jesus já nos ensinou que devemos perdoar não sete, mas sete vezes sete, ou seja, indefinidamente. Isso porque a tolerância faz parte da caridade, que é a maior de todas as virtudes e deve sustentar todo o edifício das virtudes terrenas.

É a máxima do Cristo no sentido de que “Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai também não vós perdoareis os pecados.” (Mateus, cap. VI, v. 14, 15). Ou seja, é possível praticar sempre o perdão e, sobretudo, ser tolerante sem ser conivente. 

Ser tolerante, portanto, não é nos contagiar com o erro ou mantermo-nos indiferentes ao mal, porém, compreendermos cada criatura na posição em que se encontra e buscarmos auxiliá-la dentro de nossas possibilidades.

Aliás, a base da tolerância está calcada justamente na imagem do Cristo, que nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos; deu-nos o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade, isso sem queixas e recriminações; e, ainda, em suas práticas, alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para como o próximo e não o contrário.

Pratiquemos, pois, nossa reforma íntima e, apesar das nossas dificuldades, sejamos tolerantes.

A tolerância é o caminho da paz!
    
Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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