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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Novo delegado titular da Seccional Norte, Marco Antonio Pereira, visita o jornal Semanário da Zona Norte

Na terça-feira, dia 12 de fevereiro, o novo delegado titular da Seccional Norte, Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos

Novo delegado titular da Seccional Norte, Marco Antonio Pereira, visita o jornal Semanário da Zona Norte
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Na terça-feira, dia 12 de fevereiro, o novo delegado titular da Seccional Norte, Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos, visitou o jornal Semanário da Zona Norte para uma conversa informal.

Na ocasião, ele falou de sua trajetória profissional frente às grandes entidades como Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e  Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), das maiores dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil na cidade de São Paulo, da importância dos Consegs, da expectativa em assumir a Seccional Norte e do fundamental papel das mídias regionais.

Nascido em Guaratinguetá, na região do Vale do Paraíba, o delegado Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos entrou para a carreira policial em maio de 1974, como escrivão de polícia.

Trabalhou primeiramente no Setor de Estrangeiros na cidade de Santos, o qual era vinculado ao extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops). De lá, foi transferido para o 1º Distrito Policial da cidade, onde trabalhava no plantão, reservando suas manhãs para as aulas de Direito na Universidade Católica de Santos.

Filho do delegado Paulo Novaes de Paula Santos, hoje aposentado, costumava acompanhar a carreira do pai, logo se interessando pela profissão. Em 1981 prestou concurso para delegado de polícia e promotor de justiça, mas acabou se decidindo pela primeira opção.

Como delegado de polícia, trabalhou como estagiário na cidade de São Vicente, sendo depois designado para Turiúba, que pertencia à antiga regional de São José do Rio Preto (hoje Deinter 5). Saiu de lá para assumir a equipe “C” da Divisão de Investigações sobre Crimes contra Pessoa, que naquela época pertencia ao antigo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Hoje essa delegacia pertence ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Marco Antonio permaneceu no Deic até 1990, de onde foi transferido para o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), para assumir a 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Trabalhou lá por 6 anos, até se tornar divisionário da Dise.

Do Denarc, foi remanejado para o Departamento de Investigações sobre Crime Patrimoniais (antigo Depatri, hoje Deic), onde trabalhou na 2ª Delegacia da Divecar, esclarecendo crimes de furto, roubo e desvio de cargas. Saiu de lá para assumir a 7ª Delegacia Seccional/Itaquera.

Em 2003, quando Nelson Silveira Guimarães assumiu a diretoria do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), foi convidado pelo diretor para comandar a Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo.

Confira a entrevista com o delegado  da Seccional Norte Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos:

JSZN:  Fale um pouco sobre sua carreira profissional e qual foi seu maior trabalho já realizado na Polícia Civil?

Delegado Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos: Em maio completo 45 anos de Polícia. Comecei como escrivão na Baixada Santista e também  trabalhei em vários outros distritos inclusive no interior paulista e enfim na capital. A partir daí, conheci São Paulo inteira.  Atuei nos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo. Por muitos anos dirigi o Departamento de Narcóticos  (Denarc), Roubo de Cargas, enfim tive uma trajetória bem movimentada dentro da polícia.  Quando trabalhei no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tive muita satisfação em esclarecer alguns crimes. Cito como exemplo um pai de família que  trabalhava na obra do metrô, tinha três filhos e a família dependia  muito dele. O homem foi morto por um desafeto, fomos rápidos na apuração e logo a esposa conseguiu receber a pensão.  Posteriormente, o filho mais velho veio a ser meu aluno na Academia de Polícia. É satisfatório quando produzimos coisas boas. Eu participei de investigações que levaram para a prisão muitos traficantes e ladrões. Sempre procurei atender muito bem as pessoas.  

JSZN:  Como foi sua experiência como diretor do Denarc, do Deic e do DPPC?

Delegado Marco Antonio: O DHPP é uma escola onde adquirimos várias técnicas de investigação.  Fiquei na entidade por 13 anos investigando crimes de homicídios. No Deic trabalhei com roubo de carga que é um crime muito difícil de investigar.  Depois atuei no Denarc que não tem grandes novidades, lá existem comerciantes de drogas que acham que estão vendendo alguma coisa que é licita. Aprendi que quando investigamos o tráfico de drogas, devemos identificar o traficante, porque prendendo o criminoso, conseguimos estancar o tráfico. Já no DPPC é um lugar que trabalhamos com comerciantes  que obviamente não estão de acordo com as regras.

JSZN:  O Sr. já trabalhou como titular da 4ª Seccional/Norte. Conte sobre essa experiência?

Delegado Marco Antonio: Em 2001,quando atuei na entidade a maior prioridade eram os crimes contra a vida porque haviam muitos homicídios diferentemente do que acontece hoje. De lá pra cá, observo que a Zona Norte prosperou e melhorou, principalmente as regiões do Jaçanã e Freguesia do Ó. Houve um progresso visível nesses locais. Acredito que atualmente são áreas mais fáceis de se trabalhar.

JSZN:  Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil na cidade de São Paulo?

Delegado Marco Antonio:  A função da Polícia Civil é investigar depois que o crime aconteceu, além de apurar a autoria para que o Poder Judiciário e o Ministério Público se convençam de que aquele fato é criminoso e foi aquela pessoa que cometeu o crime e aí aplicar a pena de acordo com o  processo legal.  Isso começa através da nossa porta de entrada. Quem vai à polícia é porque realmente necessita. Hoje, temos carência e uma grande diminuição de contingente. Isso faz falta justamente no atendimento às pessoas que é fundamental. Então, o maior problema da Polícia Civil é a falta de profissionais para atender a população.

JSZN:  Como professor na Academia de Polícia, quais fatores são importantes  para a diminuição dos índices criminais na cidade?

Delegado Marco Antonio: Precisamos nos unir, sociedade junto com as instituições, onde cada um deve fazer sua parte. Temos que ter uma polícia atuante que impeça que o crime aconteça.

Um exemplo é o Carnaval, são vários blocos de rua em especial na região do centro da cidade de São Paulo. Lá teremos um pico de furto e roubo de celular imensurável. É algo desproporcional e impactante o ano inteiro porque a maioria das pessoas leva para a multidão  Smartfone de última geração, é um chamariz para o roubo. Isso é muito comum, as pessoas devem se conscientizar dos riscos A população precisa saber que não podemos facilitar as coisas.

JSZN:  Como a população pode ajudar a Polícia Civil? A parceria entre a comunidade e a Polícia Civil é uma ferramenta importante para definir as estratégias de segurança e diminuir a criminalidade?

Delegado Marco Antonio: Primeiramente valorizando as instituições porque as polícias trabalham muito, e entender que são pessoas que também cometem erros, mas que produzem muito para a sociedade. É necessário também cobrar das autoridades políticas para que melhore a legislação no nosso País. Nós podemos ter um resultado excelente  no dia a dia da Segurança Pública se resolvêssemos o problema do sistema prisional. Uma vez, no Denarc fui visitado por uma equipe de policiais portugueses que disseram que os presos devem ficar presos, ou seja, se o criminoso for condenado a 10 anos de prisão ele deverá cumprir todos esses anos dentro da prisão. Em Portugal o preso tem um único direito, ficar preso. 

JSZN:  Na sua opinião, qual a importância dos Consegs?

Delegado Marco Antonio:  A Polícia existe para atender e prestar serviço à população. O Conseg é uma entidade representativa cujas pessoas são da mesma região e têm os mesmos costumes.  Mesmo antes das regras serem  estabelecidas pelo governador Franco Montoro, já haviam grupos de pessoas que se organizavam para se aproximarem da Polícia da área. O nosso objetivo é fomentá-los de forma positiva.

JSZN:   Qual expectativa em assumir novamente a Seccional Norte?

Delegado Marco Antonio:  Nós temos condições de melhorar bastante a questão de Segurança Pública na Zona Norte e sobretudo o atendimento à comunidade.  Às vezes o caso não compete à Polícia Civil, mas é nosso devem orientar a população a procurar o órgão competente.   É nesse sentido que irei trabalhar. 

JSZN:   Qual a importância das mídias regionais, em especial do jornal Semanário da Zona Norte?

Delegado Marco Antonio:  As mídias regionais são fundamentais, é importante essa relação de divulgação dos fatos e também é necessária para que o serviço público melhore.

 

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