No dia 22 de janeiro, o Quartel-General do Comando Militar do Sudeste (CMSE), em São Paulo, foi o cenário de um dos rituais mais tradicionais e simbólicos do Exército Brasileiro: a Passagem de Comando da 2ª Divisão de Exército (2ª DE) — a histórica Divisão Presidente Costa e Silva.
A solenidade marcou a transmissão do cargo do general de Divisão Edson Massayuki Hiroshi para o general de Divisão Marcelo Lorenzini Zucco. O evento foi presidido pelo comandante militar do Sudeste, general de Exército Ricardo Piai Carmona, e contou com a prestigiada presença de diversas autoridades civis e militares.
O evento teve início com a inauguração do retrato do general Hiroshi na galeria dos antigos comandantes, um ato que imortaliza a sua contribuição à unidade.
No pátio Sargento Mário Kozel Filho, as tropas integrantes da 2ª DE apresentaram-se em forma para a transmissão oficial do comando, representando o respeito à hierarquia e a continuidade da liderança.
O papel da 2ª Divisão de Exército no Brasil
A 2ª Divisão de Exército (2ª DE), conhecida historicamente como a Divisão Bandeirante, é um dos comandos operacionais mais importantes do Exército Brasileiro. Sediada em São Paulo (SP), ela está subordinada ao Comando Militar do Sudeste (CMSE).
O que é a 2ª Divisão de Exército
Ela funciona como um grande "quartel-general" que coordena diversas unidades militares no estado de São Paulo. A 2ª DE é o braço operacional que planeja, adestra (treina) e executa o emprego de tropas em missões reais.
Estrutura Principal
A divisão comanda unidades de elite e de grande poder de fogo, incluindo:
- 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada (Campinas): Tropas rápidas, utilizando veículos blindados Guarani.
- 12ª Brigada de Infantaria Leve - Aeromóvel (Caçapava): Uma tropa de reação rápida, especializada em deslocamentos por helicópteros.
- Artilharia Divisionária (Itu): Responsável pelo apoio de fogo pesado.
Atribuições
As funções da 2ª DE podem ser divididas em três pilares principais:
1. Defesa da Pátria e Segurança Nacional
Sua missão primordial é manter as tropas prontas para o combate. Isso envolve exercícios constantes de simulação de guerra para garantir que o Exército possa defender o território nacional e as infraestruturas estratégicas do Sudeste.
2. Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)
Quando as forças de segurança pública tradicionais (como a Polícia Militar) não são suficientes para conter uma crise, a 2ª DE pode ser acionada pelo Governo Federal. Ela já atuou em:
- Pacificação de comunidades (como no Rio de Janeiro).
- Segurança de grandes eventos (Copa do Mundo, Olimpíadas).
- Greves de forças policiais ou crises em presídios.
3. Ações Subsidiárias e Apoio à População
A divisão também atua em tempos de paz em missões sociais e de emergência:
- Apoio em desastres naturais: Socorro em casos de enchentes ou deslizamentos de terra.
- Missões de Paz: Treinamento e envio de contingentes para missões da ONU (como foi o caso do Haiti).
- Distribuição de recursos: Apoio logístico em campanhas de vacinação ou distribuição de mantimentos em áreas isoladas.
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