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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Mensagem una, indivisível e eterna

Colunista *Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Mensagem una, indivisível e eterna
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Jesus é a verdade. Palavras humanas podem falhar ou errar, mas o Evangelho permanece (Mateus 24:35).

Pode ser surpreendente, mas as vezes nos deparamos com ideias no sentido de que a humanidade vê um Jesus fragmentado, cuja mensagem original e propósitos teriam perdido sua essência unificada, tendo sido dividida ou adaptada por interesses diversos.

Mas, tal concepção, por obvio na minha opinião, somente pode ser concebida a partir de um posicionamento individual – ou de alguns grupos – que, com uma visão crítica limitada, foca em uma avaliação parcial acerca de aspectos da vida e dos ensinamentos, ignorando a totalidade da Sua identidade e obra.

Essa ideia, aliás, decorre do próprio posicionamento da sociedade moderna que, como asseverava o sociólogo francês Allan Tourraine, dividida em pequenos nichos, em movimentos sociais, tem o objetivo de alcançar interferir na dinâmica social, seja na conservação ou na mudança, por meio de reivindicações por motivações ideológicas ou culturais. 

Além disso, a modernidade, marcada pela transição de normas teológicas para uma ética antropocêntrica, que coloca o ser humano no centro do universo tornando-o o referencial máximo de valores, inteligência e importância focada na individualidade e subjetividade, tem influenciado um relativismo em relação à moral, o que tem causado evidente desconforto e, até mesmo, dúvidas acerca dos consensos éticos forjados e concebidos ao longo da história de humanidade.

Issa afeta a sociedade como um todo, uma vez que atualmente os valores éticos são marcados pela tensão entre o individualismo, o relativismo cultural e a busca por princípios universais, resultando em visões parciais que causam dilemas complexos a serem equacionados.

No entanto, a síntese da mensagem una, indivisível e eterna de Jesus é focada na renúncia dos sentimentos e práticas negativas que prendem o ser humano aos vícios – egoísmo, vaidade, orgulho etc –, quando aconselha: (Marcos 12:30,31): “amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”.

A essência e a ética dessa mensagem é o Amor - e o perdão - e possui duas dimensões: a pessoal e a social, estando focada, em qualquer situação ou época da humanidade, numa mudança de vida que se inicia na mente de cada pessoa e influencia diretamente no seu comportamento. Acresça-se a isso, o fato de Jesus ter explicitado que “Seu reino” transcende à matéria (João 18:36) e que é preciso nascer novamente para ver o Reino de Deus (João 3:3-6), porquanto “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”.

Inegavelmente, essa mensagem moral e espiritual pautará a conduta individual e coletiva da humanidade em todas as épocas - inclusive, desconsiderando os dogmas das religiões, que são criadas pelo homem –, enquanto um guia seguro para a evolução do ser humano e da sociedade humana.

Respeitada as opiniões contrárias, imaginar que essa mensagem pode se amoldar aos padrões do mundo, as épocas ou as necessidades de determinados grupos ou pessoas cria o risco da sua instrumentalização em favor de ideais daquele que a profere e, como consequência, seu desvirtuamento.

Sem nos conformar com a mentalidade caída desse mundo (cf. Romanos 12:2), a fragmentação da mensagem - e de quem é Jesus - é uma crítica à visão limitada dos seres humanos que, envolto à pela hiperconectividade e pela vivência em uma modernidade líquida, marcada pela fluidez, incertezas e relações frágeis, muitas vezes se deixaram guiar por interesses outros e se esquecem que Jesus nos ensinou as verdades do reino dos céus e, conforme disse Allan Kardec (questão 645. LE), é “o guia e modelo de perfeição moral mais elevado que a humanidade pode aspirar na Terra”

Sendo assim, mesmo vivendo sob pressão de alta performance em todos os sentidos, velocidade nas transformações sociais e necessidade de adaptação contínua, lembremos que ao ser questionado na última ceia por Tomé, que perguntou como saber o caminho para onde Jesus ia, a resposta foi: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).

Essa mensagem é una, indivisível e eterna!

*Governador 2006/2007 do
Distrito 4430 de Rotary Internation

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