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Semanário da Zona Norte recebe visita dos novos comandantes do Trânsito da capital e do CPA/M-3

Os comandantes do Policiamento de Trânsito da Capital visitaram na terça-feira, dia 31 de maio, as dependências do Semanário

Semanário da Zona Norte recebe visita dos novos comandantes do Trânsito da capital e do CPA/M-3
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Os  comandantes do Policiamento de Trânsito da Capital, coronel PM Alexandre Cesar Prates e do Comando de Policiamento de Área 3 (CPA/M-3) coronel PM Massera, respectivamente, visitaram na terça-feira, dia 31 de maio, as dependências do Semanário, onde foram recebidos pelo diretor João Carlos Dias.

Na oportunidade, discutiram sobre vários  assuntos, entre eles,  o papel da Polícia Militar do Estado de São Paulo; as ações que pretendem implantar nos seus respectivos cargos;  a pandemia de coronavirus no Brasil, em especial na Zona Norte de São Paulo e a importância das mídias regionais, principalmente o Semanário da Zona Norte.

Confira na íntegra as entrevistas dos comandantes:

Cel. PM Alexandre Cesar Prates – comandante do Policiamento de Trânsito da Capital

JSZN: Qual foi a sua formação e como foi seu início e trajetória na Polícia Militar até chegar ao Policiamento de Trânsito? 

Cel. PM Prates: Minha formação escolar passou pela Escola Estadual Major Marcelino da Fonseca, na Zona Norte da Capital, após, terminei meus estudos do Ensino Fundamental no Colégio da Polícia Militar, na Avenida Cruzeiro do Sul, ingressando em 1988 na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, no Curso Preparatório de Oficiais (CPFO) e em 1990 iniciei o Curso de Formação de Oficiais (CFO), sendo declarado aspirante oficial PM em agosto de 1993. Servindo no Regimento de Cavalaria 9 de Julho, 18º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, 3º e 4º Batalhão de Polícia de Choque, 1º e 2º Batalhão de Polícia de Trânsito, promovido ao posto de coronel PM em 8 de abril de 2020, onde assumi o Comando da Região Central da Capital (CPA/M-1) e em 6 de maio de 2022 fui designado para comandar o Policiamento de Trânsito. Bacharel em Ciências Jurídicas e Pós-Graduado em Direito Militar pela Universidade Cruzeiro do Sul, possuindo Mestrado e Doutorado em Ciências 
Policiais de Segurança Pública pelo Centro de Altos Estudos da PMESP. 

JSZN: O sr. se inspira em alguém da família? 

Cel. PM Prates: Sim, a inspiração vem de meu pai, major veterano da nossa Polícia Militar, José Ulisses Prates, que me inspirou com o exemplo de pai e ser humano; com muita dignidade e força de vontade, sempre se manteve como a coluna principal de nossa família. Um herói em todos os sentidos, defendendo a sociedade paulista desde tenra idade, que me ensinou ser o profissional e o pai de família que hoje sou. 

JSZN: O que significa para o sr. Comandar o Policiamento de Trânsito da Capital? Qual sua expectativa? 

Cel. PM Prates: Comandar o Policiamento de Trânsito da Policia Militar do Estado de São Paulo é dar continuidade aos trabalhos de todos os comandantes que me antecederam e estar à frente de uma tropa, altamente técnica e especializada, sempre na busca de promover a segurança de todos que utilizam a via, dos pedestres, aos que se utilizam dos meios de transportes de tração humana ou mecânica, individual ou coletiva. 
A minha expectativa no Comando está vinculada aos objetivos da nossa Instituição, que é promover a sensação de segurança. No caso de Policiamento de Trânsito, estar presente nos corredores viários da nossa Capital, realizando fiscalizações com o foco na educação e mudança de comportamentos, principalmente em relação à ingestão de bebida alcoólica e condução de veículos, buscando assim salvar vidas! 

JSZN: Quais ações o sr. pretende implantar? 

Cel. PM Prates: Como já dito, o foco das ações do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), é aumentar a presença da Polícia Militar do Estado de São Paulo nos grandes corredores viários na Capital paulista, buscando promover a segurança viária, realizar fiscalização e intensificar a educação, estreitando, ainda mais, a parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), no gerenciamento das operações do sistema viário da cidade, bem como, atuar conjuntamente com o Detran/SP nas ações educacionais, abrangendo vários públicos, mais intensamente as crianças, nossos futuros motoristas e usuários do Sistema Viário, através do Teatro de Fantoches e do Clube Bem-te-vi. 

JSZN: Durante sua carreira, quais casos que o sr. participou, mais lhe chamou a atenção? 

Cel. PM Prates: Entre as diversas ocorrências que participei, uma especificamente, me marcou muito. Certo dia, ainda no Comando de Policiamento de Trânsito na 2ª Cia. do 4ºBPTran, unidade da Polícia Militar, à época, responsável pelo Policiamento de Trânsito na Zona Norte, fomos acionados para o atendimento de um acidente de trânsito na Avenida Senador José Ermírio de Moraes, já no trecho da Serra da Cantareira. Ao chegarmos, percebi que um caminhão, descendo o trecho da serra, havia perdido o controle e se chocado com um veículo que se deslocava na mesma via, em sentido contrário, e ambos após o choque despencaram no desfiladeiro existente no local. Iniciamos o atendimento da ocorrência e constatamos que todas as pessoas envolvidas no acidente estavam sem vida, o motorista do caminhão e os ocupantes do outro veículo, uma mãe e seus 2 filhos. Essa cena, me recordo como se fosse hoje, inclusive a assistência ao esposo/pai que compareceu no local. Por isso, mais uma vez, reitero um dos objetivos do CPTran, que é salvar vidas, com o binômio, educação e fiscalização, pois o causador do acidente (motorista do caminhão), não obedeceu às placas de sinalização e estava no local, onde era e ainda é, até hoje, proibido a circulação de veículos pesados. 

JSZN: Quais as estratégias e ações que o sr. pretende adotar em sua gestão no Comando de Policiamento de Trânsito da Capital?

Cel. PM Prates: A estratégia central na gestão do CPTran é aumentar a presença do efetivo do Policiamento de Trânsito em toda a Capital, inibindo as infrações de trânsito, pela presença do policiamento especializado em pontos estratégicos, ou seja, pontos onde são contumazes a não observância do Código de Trânsito Brasileiro, agindo na fiscalização dos condutores e seus veículos para a mudança gradual do comportamento, onde ao final, o resultado será um número menor de sinistros (acidentes/incidentes) de trânsito, na busca incessante da preservação de vidas. 

JSZN: Quais as principais atividades operacionais desenvolvidas pelo Policiamento de Trânsito da Capital? Quais atividades educativas? 

Cel. PM Prates: Agindo fortemente, estando presente diuturnamente, realizando operações de trânsito, o nosso efetivo, de forma geral, atua nos eixos de fiscalização no estado dos veículos em circulação em geral, a “Operação Mau Estado de Conservação e Segurança”; nas condições físicas do condutor, como a “Operação Direção Segura”, com o foco principal nos condutores que ainda teimam em dirigir seus veículos, após a ingestão de bebida alcoólica; a “Operação Hércules”, operação com vistas à motos e seus condutores, realizada por toda a Polícia Militar. 
Com atitudes educativas promover a todos, ações que demonstram a necessidade da obediência às leis, atuando desde as crianças, até os condutores de veículos, mostrando os efeitos devastadores do mal uso dos meios de mobilidade urbana, na busca da mudança de comportamentos. 

JSZN: Como o sr. analisa o papel da PM para a sociedade? 

Cel. PM Prates: A Polícia Militar é uma Instituição de Governo, preocupada em promover a segurança e a manutenção da Ordem Pública, protegendo os cidadãos, cumprindo e fazendo cumprir as leis. Instituição de mais de 190 anos, sempre presente na vida da Sociedade Paulista, servindo, protegendo e salvando vidas! 

JSZN: Uma das grandes preocupações da população é o fluxo de trânsito, como solucionar o problema? 

Cel. PM Prates: O fluxo viário é um problema dos grandes centros urbanos, em todo o mundo devido à grande concentração de pessoas, que com seus deslocamentos, em horários únicos e simultâneos promovem os congestionamentos viários. 

A Polícia Militar, através do Policiamento de Trânsito, faz parte do sistema de gestão viária e em conjunto com outros órgãos, principalmente com a CET, responsável pela engenharia de trânsito, atua com planejamento e estratégias, utilizando sistemas inteligentes e equipamentos modernos, com o intuito de minimizar os congestionamentos, inclusive frente aos crimes, que por ventura, possam vir a ocorrer, quando o fluxo viário for interrompido ou estiver lento, estando presente nos principais corredores da cidade. 

JSZN: Como funciona a relação entre a PM e as outras Polícias e a Justiça? 

Cel. PM Prates: Os Órgãos responsáveis pela Segurança Pública, atuam, todos, dentro das suas missões institucionais de forma integrada, complementando suas ações, sempre protegendo a sociedade e promovendo o bem-estar de todos. 

Em relação à Justiça, que tem a função da proteção jurídica do Estado de Direito, é a expressão e o Instrumento do Regime Democrático, promovendo os direitos individuais e coletivos, promovendo os direitos humanos e a defesa, em todos os graus, orientando e ordenando as relações na Sociedade, cabendo aos órgãos de segurança cumprir e fazer cumprir as leis, com eficiência e eficácia, realizando o Policiamento Ostensivo Preventivo em toda a sua plenitude, auxiliando e protegendo a todos. 

JSZN: Qual a importância das Polícias Comunitárias e dos Consegs? 

Cel. PM Prates: A Polícia Comunitária, como filosofia do trabalho policial militar consiste entre a parceria da PMESP junto à sociedade civil, na busca de maximizar as ações de Segurança Pública com vistas à criminalidade. Baseia-se na premissa de que tanto a Polícia quanto a Comunidade devem trabalhar juntos, para identificar, priorizar e resolver os problemas relacionados à Segurança Pública. Por isso trabalhar em conjunto com as forças vivas da Sociedade, como os integrantes dos Conselhos de Segurança, resultam numa parceria positiva e salutar para todos. 

JSZN: Qual a orientação o sr. deixa para os jovens militares? 

Cel. PM Prates: Como experiência de vida e profissional, deixo aos nossos jovens policiais militares que sempre adotem a verdade com uma premissa em suas vidas, em suas atitudes, em suas ações e em suas palavras; que ajam sempre com ética e responsabilidade, obedecendo as leis e honrando seus antepassados e seus comandantes, pois hoje, recebemos o legado dessas pessoas que construíram nossas famílias e a Instituição que na atualidade defendemos e honramos. 

JSZN: Como o sr. vê a pandemia de Coronavírus no Brasil, em especial na Zona Norte de São Paulo? 

Cel. PM Prates: A pandemia da Covid-19, flagelo que assolou todo o mundo, nos fez refletir sobre a necessidade da boa higiene, das relações humanas serem fortificadas e as Instituições se manterem sólidas; nos fez pensar como somos frágeis como seres humanos e que a ciência e os estudos técnicos são ferramentas para a solução dos problemas, que por vezes, parecem insolúveis. 

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o Semanário da Zona Norte? 

Cel. PM Prates: Importante veículo de comunicação semanal dedicado à Zona Norte de nossa cidade, há 23 anos, buscando encontrar soluções aos problemas e evidenciando as qualidades dessa região da cidade. 

Agradeço ao diretor responsável do Semanário da Zona Norte, pelo respeito a toda população dessa importante região da Capital do Estado, que de forma pujante e séria, primando sempre pela ética, conquistou a credibilidade de todos, registrando a história, ao passar dos anos com as suas publicações.

Cel. PM Emerson Massera Ribeiro - Comandante do Comando de Policiamento de Área 3 (CPA-M3)

JSZN: Fale um pouco sobre sua trajetória profissional?

Cel. PM  Massera:  Estou na Polícia Militar desde 1990, quando ingressei na Academia do Barro Branco, no Tucuruvi, escola formadora dos Oficiais PM, que são os dirigentes da Instituição. Como Oficial, especializei-me no policiamento ostensivo, na atividade de inteligência e análise criminal, no planejamento operacional e na área de comunicação social, atuando como assessor de imprensa e porta-voz da Polícia Militar por mais de 14 anos. No desempenho dessas atividades, trabalhei no 12º Batalhão (Zona Sul), no Centro de Inteligência, no Comando de Policiamento da Capital e no Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, no Quartel do Comando Geral.

Como Oficial Superior, destaco a oportunidade de comandar um batalhão de policiamento em Campinas/SP (8º BPM/I) e a função de subchefe do Centro de Comunicação Social, cargo que exerci até a promoção a Coronel, ocorrida no último dia 6. 
Agora, recebi a honrosa missão de comandar o policiamento da Zona Norte de São Paulo, região onde moro e tenho muita ligação pessoal e profissional.

JSZN: Sua formação?

Cel. PM  Massera:  Além da graduação, mestrado e doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, sou graduado também em Direito e em Ciências Sociais, além de ter cursado como especializações o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia e o Curso Superior de Defesa, na Escola Superior de Guerra. Tenho cursos de extensão na área de Jornalismo, Economia e Estatística.

JSZN: Hobby?

Cel. PM  Massera:  Não são muitos! Procuro dedicar-me à família, curtindo cinema, teatro, shows e passeios gastronômicos, além de praticar esportes e apreciar bons vinhos.

JSZN: O senhor se inspirou em alguém da família? 

Cel. PM  Massera:  Minha família sempre foi a base da minha vida e meus pais tiveram influência direta na pessoa que me tornei. Meu saudoso pai, sargento Jair da Polícia Militar, é a minha grande referência de honestidade e de caráter até hoje, passados mais de 20 anos de sua morte. Minha mãe querida, dona Ernesta, também falecida há quase 20 anos, sempre guiará o meu coração, com amor e bondade. Por este casal busco aperfeiçoar sempre o meu sentimento de justiça e a dedicação às pessoas.

JSZN: Neste tempo de PM houve alguma ocorrência que marcou sua trajetória profissional? 

Cel. PM  Massera:  Foram muitas experiências nesses mais de 32 anos de jornada. O sacrifício da vida de muitos amigos e colegas de profissão me causou muita dor e também me levou a reflexões sobre a nobre natureza do nosso trabalho, muitas vezes injustiçado, mas fundamental para sustentar as bases de uma sociedade minimamente harmônica e organizada. 

A morte do soldado Lamas, conhecido como o “soldado parteiro”, por ter auxiliado, no serviço como policial, inúmeras parturientes que não puderam chegar a um hospital para darem à luz, tocou-me de maneira profunda, pois salvou muitas vidas, ajudou muitas outras a virem ao mundo, mas não foi polpado por bandidos, que o assassinaram enquanto cumpria a missão de proteger as pessoas. O soldado Lamas, hoje, dá nome ao 43º BPM/M, um dos quatro batalhões da Zona Norte. Ele cumpriu seu juramento de defender a sociedade com o sacrifício da própria vida, um compromisso que todo o policial presta, mas jamais deseja cumprir.

Honrar nossos heróis é a minha maior motivação para envergar o uniforme cinza e tentar cuidar daqueles que depositam suas esperanças na proteção oferecida pelo Estado.

JSZN: Qual orientação o senhor deixa para os jovens militares? 

Cel. PM  Massera:  Semelhante à que preguei para o meu filho, hoje tenente, quando de sua formatura na Academia: usar a sua espada  para fazer justiça, observando rigorosamente as leis brasileiras e os direitos fundamentais, honrando a história daqueles que nos antecederam e respeitando a diversidade, a opinião, a crença e o limite de cada pessoa. Ser policial militar exige muito do profissional, que precisa ser vocacionado, fazendo de seu trabalho uma causa. Se não estiver disposto a sacrificar-se por esses valores, princípios e características, busque outra ocupação.

JSZN: O número de mulheres na corporação cresce a cada ano. Como o senhor vê este avanço? 

Cel. PM  Massera:  Na Polícia Militar, a igualdade de gênero é um dos pilares para o aperfeiçoamento institucional. Tanto para o ingresso, quanto para a progressão na carreira, não há distinções de requisitos por gênero, sendo certo que todos os profissionais têm as mesmas oportunidades. É, ainda, uma das (ainda) raras empresas que não fazem distinção salarial. O crescimento de número de mulheres a cada ano é natural e expressa uma polícia moderna, inteligente e profissional, que aproveita o pleno potencial humano e estimula o progresso social. 

JSZN: O que significa para o senhor comandar o CPA/M-3? Qual sua expectativa? 

Cel. PM  Massera:  Comandar o policiamento da Zona Norte representa, antes de qualquer coisa, uma destacada e relevante missão e espero estar à altura de tão grande honra. Tenho a clara consciência do imprescindível papel da polícia para a segurança, para a tranquilidade e, em maior escala, para a qualidade de vida dos nossos residentes. Moro na Zona Norte e conheço algumas de suas características, mas pretendo aprender muito mais com a convivência profissional diária, sempre com o foco em entregar ao cidadão aquilo que ele espera receber da polícia, de maneira responsiva e direta. Nosso trabalho seguirá a estratégia do Comando da Polícia Militar, que é tornar a polícia mais visível nas ruas. Certamente o leitor já percebeu o aumento na quantidade de policiais, viaturas e operações nos bairros, em todos os horários. E vamos ampliar ainda mais! Já estamos trabalhando para tornar a polícia cada vez mais próxima do cidadão, que tanto almeja e merece proteção. Para os criminosos, contudo, buscaremos uma polícia cada vez mais forte, rápida e ainda mais eficiente, capaz de desencorajar a prática de ilícitos. 

A cidade de São Paulo assiste a uma consistente melhora na tendência dos indicadores criminais, com destaque para os homicídios, que atingiram a menor taxa da série histórico, com 4,7 mortes por 100 mil habitantes. Isso é fruto de importantes investimentos e de um trabalho sério e profissional na gestão da polícia. Há, contudo, muito a ser feito ainda, pois temos uma legislação frágil estimulando a sensação de impunidade, que merece muita reflexão. Por isso, a estratégia atual aposta na ampliação da ação de presença policial e no envolvimento do cidadão, em parceria com a polícia, para se criar uma espécie de cápsula protetora invisível sobre os bairros e vilas.

JSZN: Quais ações o senhor pretende implantar na unidade? 

Cel. PM  Massera:  Em primeiro lugar, é importante destacar e reconhecer o trabalho que vem sendo feito e aperfeiçoado há muitos anos no CPA/M-3.

Nosso trabalho, seguindo a mesma linha e orientação do Comando, dará continuidade ao que já vinha sendo feito, buscando avançar em dois eixos principais: a melhoria das condições de trabalho dos policiais e a elevação da qualidade de vida dos cidadãos. Entendo que o policial motivado, satisfeito e feliz trabalhará cada vez melhor e entregará um serviço de excelência. Quanto ao cidadão, nossa proposta é atendê-lo em seus anseios, de maneira participativa, em relação ao processo decisório, e colaborativa, em relação à identificação de riscos e medidas preventivas. 

A ampliação da ação de presença policial nas ruas, as operações simultâneas e permanentes, a pronta resposta e a empatia são os objetivos operacionais mais destacados em nossa estratégia inicial.

Graças à estratégia do Comando Geral, está sendo possível desenvolver mais operações e ampliar significativamente a presença policial nas ruas. Unindo a ação de presença aos objetivos de valorização do policial e aproximação com o cidadão, pretendemos dar um grande salto de qualidade.

JSZN: Qual a importância das polícias comunitárias e dos Consegs? 

Cel. PM  Massera:  O que o senhor pode nos dizer sobre o programa Vizinhança Solidária? 

Vou juntar as duas perguntas em uma resposta única. Voltando ao eixo do cidadão, ao indicarmos a participação como estratégia, estamos nos referindo justamente à filosofia de polícia comunitária, que inclui o envolvimento dos Consegs, de maneira aplicada e efetiva. Quando citamos a colaboração, temos em mente o investimento cada vez maior no programa Vizinhança Solidária, que é uma das formas de materialização da filosofia de polícia comunitária. Logo, tratam-se de estratégias consolidadas e eficientes, que continuarão recebendo toda a nossa atenção e apoio. Segurança pública é missão de todos nós.

JSZN: Como o sr. vê a pandemia de coronavirus no Brasil, em especial na Zona Norte de São Paulo? 

Cel. PM  Massera:  A pandemia marca um período crítico, de muitos desafios e perdas irreparáveis, que exigiu muito de todos nós, especialmente de setores ligados à administração pública e ao sistema de saúde. A Polícia Militar teve (e continua tendo) um papel de sustentação da estrutura social, pois atuou de forma integral e totalmente compromissada, com toda a sua capacidade, evitando que se instalasse algum tipo de caos. Nossas perdas foram muito significativas e jamais serão esquecidas. Espero que todos nós possamos aprender com a dor e com os desafios e que jamais abandonemos a reflexão, tratando de maneira responsável e isenta este e qualquer outro evento futuro.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o Semanário da Zona Norte?

Cel. PM  Massera:  A mídia tem uma das mais importantes funções sociais, que é a de informar com isenção, clareza e exatidão, atendendo assim aos anseios do público, que poderá compreender melhor o mundo em que vive. A essa função social acrescento um outro papel, que é o de proporcionar condições para o progresso social, cobrando quando necessário, mas também destacando o que há de bom, de modo a incentivar boas práticas e elevar sentimentos como satisfação e orgulho por parte da sociedade, mantendo assim um círculo virtuoso.

Por sua função social, que a equipara ao serviço de natureza pública, a mídia também recebe cobranças e julgamento constante de seu público para que não se desvie, por nenhum motivo ou interesse, do seu papel imprescindível à democracia.

Os jornais de bairro, nesse contexto, ocupam um espaço próprio, único, funcionando como um importante instrumento para que a comunidade fique informada sobre fatos locais, de relevância para ela, mas que não teriam espaço nos veículos de comunicação mais abrangentes, que não se preocupam (e nem teriam como se preocupar) com aspectos locais, de interesse restrito.

Para a segurança pública, contamos com a sempre inestimável colaboração do Semanário da Zona Norte, informando, orientando, mostrando a realidade e cobrando medidas das autoridades competentes, quando necessário. Estejam certos de que contarão com a participação, parceria, contribuição e também cobranças da Polícia Militar nesse processo, com total e absoluta transparência e compromisso com a notícia. Só assim, com a união de todos em prol do bem coletivo, alcançaremos o progresso e a felicidade.

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