SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Origem do Dia dos Namorados

Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, por ser vespera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo.

O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita catara condenava pois para esta o mundo era intrinsecamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mal. A data provavelmente surgiu no comercio paulista quando o publicitario João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes e depois foi assumida por todo o comercio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentin, equivalente nos paises do Hemisfério Norte, para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

 

Santo Antônio

casamenteiro

No Brasil comemoramos o Valentine’s Day como Dia dos Namorados, em 12 de junho, por ser véspera do dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária. Seria difícil averiguar o motivo porque o povo brasileiro, assim como o português, inclui nas virtudes do santo que se festeja a 13 de junho, a de milagroso casamenteiro. Haverá quem diga que descobrir um noivo arisco é atribuição do advogado das causas perdidas. E Santo Antônio é, também, como se sabe o advogado das coisas inencontráveis. Em Minas, corre de boca em boca uma lenda que, certamente, tem contribuído muito para que se alastre entre os montanheses a crença nos méritos de Santo Antônio de Lisboa, ou de Pádua, como providencial casamenteiro.

Conta-se que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo que não chegava, já desesperançosa de encontrar marido, se apegou com Santo Antônio. Foi ao santeiro da cidade, adquiriu uma imagem daquele pio varão que no século chamou-se Fernando de Bulhão, fê-la benzer, colocou-a no oratório e ali lhe levava, todos os dias, o seu fervoroso responso, as flores que colhia no jardim e o vintenzinho de promessa. Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada. O noivo não aparecia, nem se falava na redondeza que algum mancebo ou mesmo, à falta de outro, algum velhote ricaço se tivesse por ela inclinado. Certa vez, depois de consultar o espelho e ter descoberto prenúncios de pés de galinha, se pôs a lamentar da ingratidão do santo, chegando mesmo a ser repreendida pela progenitora. E, desapontada pelo poder miraculoso do taumaturgo, toma a imagem e, no auge do desespero, atira-a pela janela a fora. Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que a recebe, em cheio, sobre a cabeça. Apanha-a, intacta e sobe a escada do sobrado, de uma de cujas janelas partira a imagem. Vem recebê-lo, por notável coincidência, a formosa e geniosa donzela. Apaixona-se por ela o cavaleiro e, tempos após, acabam casando, naturalmente por milagre do santo. Depois dessa história, o santeiro da cidade não mais teve mãos a medir…

 

Nada romântico

O costume de aproveitar esta data para oferecer algo a quem se ama teve início em 1840, quando se começou a produzir, em grande quantidade, lembranças para comemorar o Valentine’s Day. Este procedimento foi-se espalhando por todo o mundo com o apoio dos lojistas, que vêm na data uma boa oportunidade de negócio. Para além da compra de uma lembrança simbólica, não deixe de oferecer um cartão à pessoa que ama, mesmo que já tenha 100 anos e viva com ela há 80... Cai sempre bem! Não há no Brasil um motivo histórico especial para a criação do Dia dos Namorados. No Brasil, um país onde alguns acreditam que o capitalismo não combina com o amor, o Dia dos Namorados foi criado de forma exclusivamente capitalista. É uma véspera do santo casamenteiro, Santo Antônio, mas não pense que o nosso Dia dos Namorados tem a ver com ele. Nossa data foi introduzida pelo publicitário João Dória em 1949. Ele era da então Agência Standard de Propaganda. Foi uma encomenda das lojas Clipper à Standard. Por tal feito, a Standard ganhou um prêmio. Mas poderia ter ficado por aí. A data “pegou” mesmo dado que a Confederação do Comércio de São Paulo colocou o dia 12 do mês de junho, uma época de baixa nas vendas, em seu calendário. O slogan era: “Nem só de beijos vive o amor”. Então, O Dia dos Namorados tipicamente capitalista é... brasileiro! paulistano!

Simpatias para Santo Antônio

Conhecido, carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem que as simpatias evocadas em seu nome dão certo. Claro que tudo isso faz parte das superstições bem características do povo brasileiro. Talvez pela mistura de raças e crenças, não sabemos, mas a posição que temos diante dessas brincadeiras, vamos chamar assim, é a grande necessidade das pessoas conseguirem uma fórmula para tudo na vida.

  1. Uma das mais antigas tradições diz que, para descobrir o futuro companheiro, é preciso escrever os nomes dos candidatos em vários papéis. Um deles deve ser deixado em branco. À meia-noite do dia 12 de junho, eles devem ser colocados em cima de um prato com água, que passará a madrugada ao relento. No dia seguinte, o que estiver mais aberto indicará o escolhido.
  2. Aqueles que têm pressa em arranjar um namorado devem comprar uma pequena imagem do santo. E para agilizar a conquista do pedido, fazer dois procedimentos: tirar o Menino Jesus do colo do religioso, dizendo que só devolverá quando conseguir um namorado, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.
  3. O mais afoito tem ainda outro recurso. Deve ir a um casamento e dar de presente aos noivos uma imagem de Santo Antônio, sem o Menino Jesus. Depois, pedir no altar para se casar com alguém, especial ou não. Assim que a graça for alcançada, deve retornar à igreja e lá depositar a imagem do Menino Jesus.
  4. Os que já estão acompanhados, mas ainda não subiram no altar, também possuem práticas específicas. A pessoa deve amarrar um fio de cabelo seu ao do namorado. Eles devem ser colocados aos pés do santo, que, logo, logo, resolve a questão.
  5. À meia-noite do dia 12 de junho, quebre um ovo dentro de um copo com água e o coloque no sereno. No dia seguinte, interprete o desenho que se formou. Se aparecer algo semelhante a um vestido de noiva, véu ou grinalda, o casamento está próximo.
  6. A tradição popular acredita que há uma forma especial de fazer as pazes entre casais brigados. Para isso, é preciso um cravo e uma rosa. Os talos devem ser amarrados juntos com uma fita verde, na qual serão dados 13 nós. Durante o procedimento, o devoto deve pensar que Santo Antônio vai uni-los outra vez.

7. Para descobrir se faltam muitos anos para a grande data, na véspera do dia 13 de junho, à meia-noite, amarre uma aliança – que pode ser de qualquer parente – numa linha ou num fio. Coloque um copo sobre a mesa e segure o fio de modo que a aliança esteja dentro do copo. Pergunte, então, quantos anos faltam para o casório. O número de batidas informa quantos anos ainda restam para o Dia D.

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Origem do Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, por ser vespera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo.

O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita catara condenava pois para esta o mundo era intrinsecamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mal. A data provavelmente surgiu no comercio paulista quando o publicitario João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes e depois foi assumida por todo o comercio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentin, equivalente nos paises do Hemisfério Norte, para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

 

Santo Antônio

casamenteiro

No Brasil comemoramos o Valentine’s Day como Dia dos Namorados, em 12 de junho, por ser véspera do dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária. Seria difícil averiguar o motivo porque o povo brasileiro, assim como o português, inclui nas virtudes do santo que se festeja a 13 de junho, a de milagroso casamenteiro. Haverá quem diga que descobrir um noivo arisco é atribuição do advogado das causas perdidas. E Santo Antônio é, também, como se sabe o advogado das coisas inencontráveis. Em Minas, corre de boca em boca uma lenda que, certamente, tem contribuído muito para que se alastre entre os montanheses a crença nos méritos de Santo Antônio de Lisboa, ou de Pádua, como providencial casamenteiro.

Conta-se que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo que não chegava, já desesperançosa de encontrar marido, se apegou com Santo Antônio. Foi ao santeiro da cidade, adquiriu uma imagem daquele pio varão que no século chamou-se Fernando de Bulhão, fê-la benzer, colocou-a no oratório e ali lhe levava, todos os dias, o seu fervoroso responso, as flores que colhia no jardim e o vintenzinho de promessa. Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada. O noivo não aparecia, nem se falava na redondeza que algum mancebo ou mesmo, à falta de outro, algum velhote ricaço se tivesse por ela inclinado. Certa vez, depois de consultar o espelho e ter descoberto prenúncios de pés de galinha, se pôs a lamentar da ingratidão do santo, chegando mesmo a ser repreendida pela progenitora. E, desapontada pelo poder miraculoso do taumaturgo, toma a imagem e, no auge do desespero, atira-a pela janela a fora. Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que a recebe, em cheio, sobre a cabeça. Apanha-a, intacta e sobe a escada do sobrado, de uma de cujas janelas partira a imagem. Vem recebê-lo, por notável coincidência, a formosa e geniosa donzela. Apaixona-se por ela o cavaleiro e, tempos após, acabam casando, naturalmente por milagre do santo. Depois dessa história, o santeiro da cidade não mais teve mãos a medir…

 

Nada romântico

O costume de aproveitar esta data para oferecer algo a quem se ama teve início em 1840, quando se começou a produzir, em grande quantidade, lembranças para comemorar o Valentine’s Day. Este procedimento foi-se espalhando por todo o mundo com o apoio dos lojistas, que vêm na data uma boa oportunidade de negócio. Para além da compra de uma lembrança simbólica, não deixe de oferecer um cartão à pessoa que ama, mesmo que já tenha 100 anos e viva com ela há 80... Cai sempre bem! Não há no Brasil um motivo histórico especial para a criação do Dia dos Namorados. No Brasil, um país onde alguns acreditam que o capitalismo não combina com o amor, o Dia dos Namorados foi criado de forma exclusivamente capitalista. É uma véspera do santo casamenteiro, Santo Antônio, mas não pense que o nosso Dia dos Namorados tem a ver com ele. Nossa data foi introduzida pelo publicitário João Dória em 1949. Ele era da então Agência Standard de Propaganda. Foi uma encomenda das lojas Clipper à Standard. Por tal feito, a Standard ganhou um prêmio. Mas poderia ter ficado por aí. A data “pegou” mesmo dado que a Confederação do Comércio de São Paulo colocou o dia 12 do mês de junho, uma época de baixa nas vendas, em seu calendário. O slogan era: “Nem só de beijos vive o amor”. Então, O Dia dos Namorados tipicamente capitalista é... brasileiro! paulistano!

Simpatias para Santo Antônio

Conhecido, carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem que as simpatias evocadas em seu nome dão certo. Claro que tudo isso faz parte das superstições bem características do povo brasileiro. Talvez pela mistura de raças e crenças, não sabemos, mas a posição que temos diante dessas brincadeiras, vamos chamar assim, é a grande necessidade das pessoas conseguirem uma fórmula para tudo na vida.

  1. Uma das mais antigas tradições diz que, para descobrir o futuro companheiro, é preciso escrever os nomes dos candidatos em vários papéis. Um deles deve ser deixado em branco. À meia-noite do dia 12 de junho, eles devem ser colocados em cima de um prato com água, que passará a madrugada ao relento. No dia seguinte, o que estiver mais aberto indicará o escolhido.
  2. Aqueles que têm pressa em arranjar um namorado devem comprar uma pequena imagem do santo. E para agilizar a conquista do pedido, fazer dois procedimentos: tirar o Menino Jesus do colo do religioso, dizendo que só devolverá quando conseguir um namorado, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.
  3. O mais afoito tem ainda outro recurso. Deve ir a um casamento e dar de presente aos noivos uma imagem de Santo Antônio, sem o Menino Jesus. Depois, pedir no altar para se casar com alguém, especial ou não. Assim que a graça for alcançada, deve retornar à igreja e lá depositar a imagem do Menino Jesus.
  4. Os que já estão acompanhados, mas ainda não subiram no altar, também possuem práticas específicas. A pessoa deve amarrar um fio de cabelo seu ao do namorado. Eles devem ser colocados aos pés do santo, que, logo, logo, resolve a questão.
  5. À meia-noite do dia 12 de junho, quebre um ovo dentro de um copo com água e o coloque no sereno. No dia seguinte, interprete o desenho que se formou. Se aparecer algo semelhante a um vestido de noiva, véu ou grinalda, o casamento está próximo.
  6. A tradição popular acredita que há uma forma especial de fazer as pazes entre casais brigados. Para isso, é preciso um cravo e uma rosa. Os talos devem ser amarrados juntos com uma fita verde, na qual serão dados 13 nós. Durante o procedimento, o devoto deve pensar que Santo Antônio vai uni-los outra vez.

7. Para descobrir se faltam muitos anos para a grande data, na véspera do dia 13 de junho, à meia-noite, amarre uma aliança – que pode ser de qualquer parente – numa linha ou num fio. Coloque um copo sobre a mesa e segure o fio de modo que a aliança esteja dentro do copo. Pergunte, então, quantos anos faltam para o casório. O número de batidas informa quantos anos ainda restam para o Dia D.

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