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Segunda-feira, 12 de Outubro 2026
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Ondas gravitacionais

Conjugar fé e ciência é criar um traço de união que contempla o conhecimento das leis

Ondas gravitacionais
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Conjugar fé e ciência é criar um traço de união que contempla o conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo material de modo que a fé se dirija à razão.

A ciência e a religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral; umas e outras têm o mesmo princípio, que é Deus, não podem, pois, se contradizer; se elas são a negação uma da outra, uma é necessariamente errada, e a outra, certa, pois Deus não pode querer destruir sua própria obra. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. I).

Ainda que sem qualquer conotação científica, a mais singela observação do cosmos nos leva à conclusão de que deve haver uma explicação mais satisfatória na elaboração do universo - que, no mínimo, é muito bem ordenado - do que o simples acaso.  A partir desse raciocínio leigo ouso extrair alguma conclusão filosófica acerca da compreensão do mundo, mesmo levando em conta que as revelações ocorrem paulatinamente e de acordo com a própria evolução da sociedade global.

Por exemplo: há 300 anos Isaac Newton descobriu a força da gravidade e criou cálculos matemáticos que pudessem explicá-la. Mais recentemente, há aproximadamente 100 anos, Albert Einsten, tendo desenvolvido a teoria da relatividade ao lado da mecânica quântica, explicou como a força da gravidade funciona. E agora, a partir dos estudos formulados por Einsten, a ciência conseguiu comprovar a existência da força da gravidade, ou seja, das chamadas ondas gravitacionais.

Essa nova evidência científica demonstra que há ondulações no tecido do espaço-tempo sugerindo que houve um início do nosso universo, ou seja, o universo existe e tem uma causa.

Assim, ainda que numa breve abordagem leiga, é plausível imaginar e afirmar que o universo teve um início e que há um agente externo que lhe deu causa. Esse fator externo preexistente pode ser chamado de Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, cuja existência é reconhecida por Sua própria obra.

Disse Kardec que “para crer-se em Deus, basta que se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo, tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo o efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.”

Como o progresso é uma lei universal e é dever do homem avançar no estudo da ciência, revelando as leis da matéria, é preciso espírito de humildade para compreender que ciência e fé, fé e ciência, caminham lado a lado.

Havendo esse entendimento, a ciência será um ato de adoração porque olhará para a revelação de Deus contida na natureza, ou seja, num mundo causal                     – espiritual – que interage incessantemente com o mundo material e aponta para a existência de leis soberanas regidas por uma vontade oculta.

Daí a importância de ponderações como a do físico Erwin Schorödinger* ao afirmar que: “A obra mais eficaz, segundo a Mecânica Quântica, é a obra de Deus.”. (*Prêmio Nobel de Física em 1933 pelo descobrimento de novas fórmulas da energia atômica).

 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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