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Morre o desembargador Antonio Carlos Malheiros

O Estado de São Paulo perdeu na madrugada de quarta-feira, dia 17 de março

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O Estado de São Paulo perdeu na madrugada de quarta-feira, dia  17 de março,  um dos principais magistrados do Tribunal de Justiça. O desembargador Antonio Carlos Malheiros era um dos mais respeitados magistrados do TJ-SP.

Além de excelente magistrado, Malheiros era reconhecido por seus vários trabalhos voluntários, inclusive como um dos contadores de histórias da Associação Viva e Deixe Viver, que ele ajudou a fundar em 1997 e da qual foi diretor. Com certeza, ele deixará um imenso legado de solidariedade.

Em 2016, recebeu a mais alta honraria oferecida pela Câmara Municipal de São Paulo àqueles que prestam serviços à comunidade paulistana: a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade São Paulo.

Na ocasião,  o desembargador dividiu a homenagem recebida com cada uma das pessoas que contribuíram para sua experiência de vida. "Divido meu prêmio com todos eles, com destaque para aquele menino de 15 anos, da Praça da República, que hoje é professor na Getúlio Vargas. E, se desse honroso prêmio, alguma parte sobrou, guardo no meu coração", disse emocionado.

O presidente do Tribunal de Justiça, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, decretou luto oficial por três dias no Judiciário do Estado de São Paulo. 

Por diversas vezes, Antonio Carlos Malheiros esteve presente nos eventos promovidos pelo jornal Semanário da  Zona Norte.  Simpático e alegre, o desembargador sempre  manteve seu lado humano e solidário.

Para  o diretor do Semanário da  Zona Norte, João Carlos Dias, o falecimento do desembargador Malheiros foi um marco triste na história da magistratura paulista. “O desembargador Antonio Carlos Malheiros era homem íntegro e uma pessoa que aprendemos a admirar e amar, e acima de tudo, meu amigo pessoal e da minha família. Em todos os eventos proporcionados pelo jornal, Malheiros estava presente. Ele era um excelente palestrante e um ser humano ímpar. Foi paraninfo na Camp Norte e na ocasião deu um show de apresentação. O desembargador era também um grande incentivador do jovem e do microempreendedor, e

conciliador de famílias,  pois ele entendia muito da Vara da Família. Indiscutivelmente, Malheiros fará grande falta  para os nossos magistrados. Com certeza será muito difícil substituí-lo à altura. Que Deus o tenha em bom lugar e dê a ele muita luz”.

Na data de seu falecimento, o site Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), um dos mais respeitados no segmento, destacou o depoimento de grandes nomes do Judiciário, entre eles:

“Muita dor nesse momento de perda de um grande humanista, magistrado justo e competente e coração generoso. Descanse em paz Antonio Carlos Malheiros. Deus e os anjos o acolhem nesse momento para fortalecer a paz e o respeito no Paraíso”, afirmou o diretor do Procon-SP, Fernando Capez.

 "Estará sempre presente na memória de todos que conheceram o desembargador Antonio Carlos Malheiros seu nobre exercício das funções jurisdicionais, às quais agregou atividades de grande valor acadêmico e institucional, na PUC/SP e como Conselheiro Científico da ADFAS," ressaltou  a presidente Associação De Direito de Família e Sucessões, Regina Beatriz Tavares da Silva.

Formado nas Arcadas (turma de 1973), Antonio Carlos Malheiros era um dos desembargadores mais antigos e respeitados do  Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi professor de Direitos Humanos da PUC/SP, conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, vice-diretor comunitário da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária( FEA) e Direito da PUC/SP e voluntário na área da saúde.

Malheiros também exerceu o  cargo de conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil

(OAB)  e da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP).

De família jurídica, Antonio Carlos prestou vestibular e entrou de primeira. Logo no primeiro dia de aula, começou a trabalhar com o seu irmão e se empolgou com o trabalho.

Começou na magistratura em 2004, através do quinto constitucional, quando foi trabalhar no Primeiro Tribunal de Alçada.

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