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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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Loja Maçônica Força, Lealdade e Perseverança celebra 36 anos de fundação

Loja Maçônica Força, Lealdade e Perseverança celebra 36 anos de fundação
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O evento em comemoração aos 36 anos de fundação da Loja Maçônica Força, Lealdade e Perseverança aconteceu no sábado, dia 30 de setembro, às 19h, na Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.   A cerimônia reuniu vários convidados e membros da maçonaria.  

Para o coronel PM Pedro Pinto Cardoso Neto “é um desafio muito grande, pois a loja é uma união de várias pessoas e cada uma tem sua parcela de contribuição nestes 36 anos. Então, assumir qualquer cargo nesta loja é de grande responsabilidade e a expectativa do grupo também é enorme em relação a quem serão os dirigentes da loja. É uma loja que leva seus compromissos com bastante seriedade. Passei por diversos cargos dentro da Loja   Força, Lealdade e Perseverança, que necessitam e cumpram as funções da maçonaria. E eu vejo a maçonaria como uma formadora de ideias, ela é uma reunião de cidadãos de bem independentemente da situação política e social. E a minha mensagem para os aprendizes da loja é que frequentem as seções regularmente, porque o aprendizado de fato é aquele que se obtém ombro a ombro, através de conversas e atos dos mais antigos da maçonaria. Que eles mirem os ensinamentos positivos dos mestres e sigam cada um seu caminho”.   

Para um dos fundadores da loja Chucrallah Salem El Tayar, “é uma grande honra estar aqui. Uma das melhores coisas da minha vida foi a minha iniciação na maçonaria e um dos grandes momentos para mim foi ver meu pai me esperando no altar. Ele era grau 33 da maçonaria do Líbano. É uma grande satisfação ser um dos fundadores da Loja   Força, Lealdade e Perseverança. Faz 36 que nos começamos, hoje temos templo. Graças a Deus o nosso templo é perfeito, é uma propriedade graças à perseverança dos nossos irmãos que ajudaram. E foi uma grande surpresa para mim o nome do templo Chucrallah Salem El Tayar. Isso foi uma dádiva de Deus.  

A minha mensagem para os aprendizes é primeiramente saber como  funciona e qual papel da maçonaria”. 

Para o fundador José Rodrigues de Oliveira, “nós somos da primeira turma, nossa loja teve uma iniciação interessante com 33 irmãos.  Ao longo do tempo, novos irmãos foram integrando a nossa loja. Hoje contamos com mais de 60 irmãos. A loja Força, Lealdade e Perseverança é bastante coesa.  A nossa maçonaria deve ser mais participativa, mas o essencial é que cumprimos a nossa missão fazendo feliz a humanidade. Minha mensagem aos irmãos aprendizes é estarem sempre presentes porque a maçonaria tem uma missão de trazer ensinamentos a todos”. 

Já para Fábio Teixeira da Silva, “ entrei na loja após cinco anos de sua fundação. A loja Força, Lealdade e Perseverança é impressionante, pois não há nada na maçonaria como algo que se descreva  de iniciação de 33 irmãos no mesmo dia. Então, a loja começou grande e unida. Nesses 36 anos de história, dos quais 31 anos que faço parte, tenho uma grande família e eles também me recepcionaram muito bem. Isso é ótimo, pois deixa a gente muito feliz. É uma ajuda mutua, uns aos outros. Porém, a maçonaria deve ser mais atuante. Ela está precisando de pessoas mais jovens. Acredito que se entrassem irmãos novos, daríamos renovação à maçonaria e consequentemente teria uma força maior perante a sociedade.  A maçonaria é uma grande escola e nos ensina que temos que ouvir mais. Na vida temos que saber o momento certo de se posicionar e falar”. 

Para Americo Gatti Neto, “ a loja foi fundada há 36 anos, na época do então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros. Nesta ocasião, fazia parte da equipe dele, dos oficiais que cuidavam da sua segurança. Minha função era ajudante de ordens, acompanhava o prefeito durante o dia e à noite. Num determinado dia, verifique na agenda dele um encontro com à maçonaria. A partir daí, acabei conhecendo como funciona a instituição, passei a fazer parte da Loja Força, Lealdade e Perseverança. Ao longo deste período muita coisa mudou, infelizmente hoje não é muito atuante como antigamente. Os tempos mudaram. A minha mensagem aos aprendizes e companheiros é que os irmãos participem mais das reuniões para que se tornem mais dignos e honrados”.   

Para Fernando de Souza Brito, “ Há 26 anos eu participo da loja, ela representa um aprimoramento da vida profissional e pessoal. Aprendi a amar a maçonaria assim como minha profissão policial militar do estado de São Paulo. A loja Força, Lealdade e Perseverança representa uma força em destaque na Zona Norte.  Desde 2009, ocupo cargos na loja, e hoje sou presidente da Comissão de Assuntos Gerais da Grande Loja e responsável de novas lojas. Todos os aniversários mostram a força da maçonaria e de seus irmãos de fraternidade, amor e respeito. Isso nos engrandece muito. A maçonaria prima pela pátria e pela família, e por todos os conceitos contra quaisquer discriminações e desigualdades sociais. Minha mensagem aos aprendizes e companheiros é que desejo que eles sigam os melhores exemplos dos nossos mestres. Que eles galguem na maçonaria todos os cargos simbólicos e filosóficos. A maçonaria é uma fonte de conhecimento infinita”.  

História da criação da Loja Força, Lealdade e Perseverança. 

A história tevê início no ano de 1987, no Gabinete do então prefeito Jânio da Silva Quadros, ex-presidente da República. Como se sabe, Jânio era maçom, e em determinado dia recepcionou em seu gabinete uma comitiva de maçons liderados pelo então grão-mestre  da GLESP que ali fora para cumprimentá-lo e convidá-lo a retornar para a Ordem. 

O prefeito agradeceu o convite, porém disse que estava muito idoso e sem tempo para frequentar os trabalhos de uma Loja.  

Em ato contínuo, o prefeito apontou para seu ajudante de ordens, o então tenente PM  Américo Gatti Neto, dizendo que ele deveria convidar oficiais da PM, que eram jovens, com muito vigor, aptos a ajudar muito a Ordem Maçônica. 

Passado algum tempo, o então capitão PM Carlos Alberto Constantino, amigo do Ir. Paulo Lavrador de Matos, (fazia parte da comitiva que visitou o prefeito) foi por este convidado a ingressar na Ordem. Constantino, oficial agregador, passou a articular com oficiais do Corpo de Bombeiros, multiplicando o convite que recebera. 

Estava lançada a ideia de fundação de uma loja com policiais militares, principalmente do Corpo de Bombeiros. Daí a justa homenagem da loja ao então prefeito, criando a  Láurea "Presidente Jânio Quadros".  

Continuando a história da Loja, cabe-me recordar que o Ir. Paulo Lavrador de Matos pertencia aos quadros da ARLS Voluntários da Pátria e, juntamente com mais seis Ir. daquela  oficina, se propuseram a  fundar uma Loja que, por trabalho dos futuros Ir. José Mario de Souza e Clóvis José Mentoni, recebeu o nome de Força, Lealdade e Perseverança. 

Após meses de preparativos, a loja recebeu a Carta Constitutiva em 30 de setembro de 1987, tendo como primeiro venerável mestre o Ir. Paulo Lavrador de Matos. 

Por deferência do então grão-mestre Orpheu Paraventi Sobrinho, autorizando a iniciação de mais de trinta profanos em um só dia, em 31 de outubro de 1987, acontecia a iniciação de trinta e três neófitos dos quais, vinte e nove oficiais da PM, dois médicos, um engenheiro  e um diretor da Casa de Detenção, totalizando trinta e três novos irmãos. Essa Sessão Magna de Iniciação foi presidida pelo grão-mestre Paraventi. 

Quatro outras lojas foram convocadas pelo Sereníssimo Grão-Mestre para essa memorável e inesquecível cerimônia: ARLS Voluntários da Pátria  nº 137, Loja Mãe, ARLS Perfeita Amizade nº  37, ARLS Estrela da Lapa nº 7 e ARLS Cavaleiros de São João nº 115. 

As palavras do então venerável mestre Ir. Paulo Lavrador de Matos ao final da cerimônia, demonstraram a visão de futuro de loja e consequentemente da Grande Loja do Estado de São Paulo: “Pretende-se com a admissão desses iniciandos, levar os princípios da Ordem aos quarteis, para incentivar entre os oficiais uma ação comunitária e também política, desenvolvendo um trabalho de conscientização sobre os problemas nacionais, na caserna e fora dela”. 

Em rápidas palavras o Sereníssimo Grão-mestre, Orpheu Paraventi Sobrinho, encareceu a ação dos novos obreiros e sua obrigação para com a Instituição e à sociedade como maçons verdadeiros.  

Passados trinta e seis anos, novos Irmãos foram incorporados ao quadro da loja, muitos deixaram a Ordem por motivos particulares e outros partiram para o Oriente Eterno, mas os princípios maçônicos continuam enraizados em todos nós, sempre sob as bênçãos e Graças do GADU.  

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