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Domingo, 12 de Abril 2026

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Lima defende que uma reforma administrativa deveria ser feita antes da tributária

O grande problema dessa alta carga tributária, dessa grande burocracia, desse manicômio tributário, é o ICMS

Lima defende que uma reforma administrativa deveria ser feita antes da tributária
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O grande problema dessa alta carga tributária, dessa grande burocracia, desse manicômio tributário, é o ICMS, por conta da guerra fiscal entre os Estados. Mas como é um problema dos Estados, o Governo Federal quer resolver a própria parte e só nas seguintes tratar das outras bases. Isto é um problema, porque não ajuda a ter um sistema simples e neutro”, afirmou o CEO (diretor executivo) da Lima Contabilidade, e presidente do Sescon/SP, Reynaldo Lima Júnior em live realizada no dia 30 de julho.

Lima acrescentou que o governo precisa manter a arrecadação porque já tem várias despesas comprometidas. “Então, antes de uma reforma tributária, que nós apoiamos e lutamos, mas que achamos que o governo está sendo muito modesto para tentar enfrentar esse problema e dar a solução tão necessária para o país. Era melhor que o governo arrumasse a casa, fizesse uma reforma administrativa, reduzisse os custos do estado e daí apresentasse uma reforma tributária coerente e palatável, sem estar tão preocupado em manter essa arrecadação gigantesca. Mas, infelizmente, esse caminho está sendo feito de forma inversa”, opinou.

Lima também comentou sobre a reforma administrativa e o e-bussiness. Segundo ele, o país precisa desburocratizar processos, diminuir carga tributária e acabar com mitos sobre setores, a exemplo de que o setor de serviços para pouco imposto. Para ele, o positivo no projeto do governo será acabar com os regimes especiais, as renúncias ficais, criar uma alíquota única para tudo e tudo ser usado como crédito. Outra coisa é a geração de crédito do Simples Nacional, que passa a ter um peso muito grande. E o prazo para implantação da reforma seria de seis meses, diferente dos prazos bem maiores como a da PEC 45, que seria implementada em cinco anos.

“A nossa crítica é que exista benefício para ‘a’ e não para ‘b’. A indústria terá um aumento de carga tributária de 0,5%. Enquanto uma prestadora de serviço terá um aumento de quase 170% nas alíquotas do PIS e Cofins. Enfim, do jeito que está, o PL causa mais desequilíbrio. Quem pagar mais imposto repassará para o consumidor final, que vai pagar mais. Isso gera aumento de custo das coisas e inflação, por isso que acreditamos que precisa haver um equilíbrio e muita discussão sobre esse projeto. Como contadores, temos uma visão muito clara sobre os vários segmentos ”, finalizou.

 

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