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Domingo, 12 de Abril 2026

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Ele está chegando!

As altas temperaturas e as pancadas de chuva não negam

Ele está chegando!
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As altas temperaturas e as pancadas de chuva não negam: estamos chegando perto do verão. Em um país tropical como o nosso, com um dos maiores e mais bonitos litorais do mundo, a estação é sinônimo de alegria, praia e amigos reunidos. Mesmo na cidade de São Paulo, que não tem mar, o verão traz uma nova vida aos nossos parques, ruas de lazer e clubes municipais.

Porém, junto com toda essa alegria, o verão também traz a ameaça das doenças causadas por vírus que se hospedam no mosquito Aedes aegypti, como a dengue, febre amarela, febre zica e chikungunya. São doenças graves, que podem matar, e que infelizmente registraram aumento de até 600% no número de casos em 2019, comparado a 2018.

Novas técnicas de combate a essas doenças, como vacinas, estão em desenvolvimento. Mas, até hoje, a maneira mais eficaz de combater essas doenças é dificultar a reprodução do mosquito. E essa é a parte que depende de cada um de nós.

Os ovos do Aedes aegypti eclodem na água, porém são muito resistentes e podem sobreviver por meses no seco, aguardando a chegada da água. Uma vez submersos, os ovos se desenvolvem rapidamente e dão origem às larvas que depois se tornarão mosquitos.

O Aedes aegypti é um mosquito urbano, que prolifera em áreas de maior densidade populacional. As fêmeas buscam o sangue humano como fonte de proteína e, em geral, picam pés, tornozelos e pernas porque voam baixo. Elas costumam ter hábitos diurnos, por isso é mais comum atacarem durante o dia, e graças a uma substância anestésica presente na saliva do mosquito, a picada é quase indolor.

Apesar de viver apenas entre 30 e 45 dias, uma fêmea de Aedes aegypti pode picar até 300 pessoas e colocar até 500 ovos, num raio de até um quilômetro. Por isso, qualquer criadouro pode ter um impacto muito grande na saúde das pessoas do entorno. Ou seja, só vamos nos proteger do mosquito se todos participarem desse esforço!

É muito importante que todos se atentem e façam a sua parte no combate aos criadouros, que são todos os lugares que podem acumular água, como garrafas, pneus, potes, entre outros. Mesmo pequenos acúmulos de água, como uma tampa, podem se tornar criadouros do mosquito. Portanto é preciso ter vigilância constante.

Também é necessário destacar que a aderência dos ovos na parede dos recipientes é bastante resistente, portanto não basta apenas tirar a água acumulada, é preciso esfregar. Isso vale, inclusive, para o recipiente de água dos animais domésticos.

Até setembro deste ano, a cidade de São Paulo teve mais de 16 mil casos confirmados de dengue, com três mortes causadas pela doença. Agora, com a chegada do tempo quente e úmido, é mais importante ainda cuidar da nossa casa e falar com os vizinhos, para que todos protejam as pessoas do bairro.

Nós só vamos vencer o mosquito se trabalharmos juntos, conscientes de que a nossa atitude pode afetar a saúde de um vizinho. E vice-versa.

Adriana Ramalho

* Vereadora da cidade de São Paulo e presidente da Associação das Vereadoras do Estado de São Paulo. E-mail: adrianaramalho@adrianaramalho.com.br

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