O dia 23 de maio é uma das principais datas brasileiras, pois comemoramos o Dia da Juventude Constitucionalista. Este dia, que não é feriado, representa muito para a democracia brasileira e também para os paulistas.
Em 1932, quatro estudantes paulistas – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – foram mortos nesta data, num confronto com a Polícia, quando se manifestavam contra a ditadura de Getúlio Vargas.
As iniciais dos nomes dos quatro estudantes mortos (MMDC) passaram a ser o símbolo da revolta de São Paulo. O movimento MMDC mobilizou cem mil homens, a maioria era representante da classe média.
A revolução de 32 foi uma espécie de “revide” dos grupos que foram derrotados pela Revolução de 30. Estes grupos, ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP), defendiam a instalação imediata da Assembleia Constituinte e acusavam Getúlio Vargas de retardar a elaboração da nova Constituição do país.
Em São Paulo foi construído um monumento em homenagem aos estudantes. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer, que serve de mausoléu para seus corpos.
Passados tantos anos do ocorrido, qual sentido de comemorarmos o Dia da Juventude Constitucionalista? O constitucionalismo faz parte da vida dos brasileiros, mas são poucos os jovens que hoje lutam pelos ideais e direitos. Não basta apenas reconhecer seus direitos, é preciso efetivá-los.
Infelizmente, muitos não sabem tamanha riqueza que a data representa ao nosso país.
Falta mais civismo e patriotismo por parte dos jovens, que estão mais preocupados com outras atividades. É preciso mais patriotismo e amor à nossa Nação.
Desta forma, deve-se fazer uma reflexão sobre o atual momento político e social brasileiro. Certamente, esta é uma forma de resgatar os valores cívicos e fazer com que os jovens se tornem cidadãos conscientes do seu papel na sociedade. O civismo e o patriotismo são atitudes que se aprende.
Viva a Juventude Constitucionalista!