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Desfile no Obelisco do Parque Ibirapuera marca os 90 anos da Revolução de 32

O desfile em comemoração aos 90 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 aconteceu no na manhã de sábado, dia 9 de julho

Desfile no Obelisco do Parque  Ibirapuera marca os 90 anos da Revolução de 32
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O desfile em comemoração aos 90 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 aconteceu no na manhã de sábado, dia 9 de julho,  no Obelisco do Parque Ibirapuera. 

O evento teve início às 9h com a participação das Forças Armadas, da Polícia Militar, Polícia Civil, GCM, integrantes da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC e de autoridades como o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes e o governador de São Paulo Rodrigo Garcia. 

Em seguida, aconteceu a entrada no Mausoléu do Obelisco dos restos mortais de nove ex-combatentes admitidos na galeria de heróis de 32. Os restos mortais foram trasladados de cemitérios onde os corpos estavam sepultados. 

O Mausoléu do Obelisco abriga os restos mortais dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, assassinados em 23 de maio de 1932 por tropas getulistas durante uma manifestação a favor de uma Assembleia Nacional Constituinte e o restabelecimento da democracia.

Para o presidente da Sociedade Veteranos de 32, Carlos Romagnoli, “são 90 anos da Revolução Constitucionalista, um marco na história do país. Eu digo e  reputo sempre que é o movimento único na história da humanidade onde um povo se levantou em armas para lutar pela legalidade e  pela democracia. O povo paulista  tem esse condão de lutar pelos seus ideais, pelo trabalho e pela família. A gente procura aqui no Ibirapuera, defronte do Mausoléu Soldado Constitucionalista  zelar pela memória desses heróis que entregaram suas vidas para o bem do povo paulista.  Temos que aprender a valorizar os heróis nacionais, pessoas que às vezes são esquecidas e muito fazem em prol do país e do Estado.

Hoje nós estamos outorgando 30 Medalhas Constitucionalistas para personalidades dos mais diversos setores  que participaram ou tiveram grande  empenho em difundir os ideais de 32.  Rezo e peço sempre a Deus que as escolas voltem a pregar sobre a Revolução de 32 que é um momento único na história da humanidade. A Sociedade Veteranos de 32 foi criada, no primeiro momento, para cuidar dos veteranos de 32. Hoje, temos 8 ex-combatentes que deveriam ser mensageiros na época. E para mim hoje este evento é muito gratificante, pois  sou filho de um herói de 32. É um sentimento único. Certamente, nós pregaremos sempre ideais a esses homens valorosos que aqui descansam”.   

Segundo o subcomandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Renato Nery Machado, “em 1932 , o Brasil saia de um regime ditatorial. Naquela  época existia um descumprimento constitucional muito grande onde São Paulo foi protagonista. E tudo que foi feito e discutido, chegamos à Constituição de 1934 resgatando valores democráticos de grande importância para o povo brasileiro. Então, a gente deve enaltecer e cultuar todos os heróis de 32.

É uma honra muito grande participar hoje na condição de subcomandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo deste evento glamoroso. É o maior evento cívico do Estado de São Paulo. Temos que relembrar e valorizar os nossos veteranos e incutir este sentimento de civismo e patriotismo aos jovens policiais militares”.  

Para o comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel PM Ronaldo Miguel Vieira, “a Revolução de 32 é o maior evento  cívico militar do Estado de São Paulo, onde a Força Pública defendeu todo o Brasil para ter uma Constituição. É um momento de homenagearmos os  heróis que lutaram e também os heróis do dia a dia. É a PM com  82 mil homens, ajudando a sociedade nos 645 municípios e uma população de 46 milhões de habitantes no Estado de São Paulo.  Este evento é uma homenagem ao culto das tradições”.

Já para o comandante da  Escola Superior de Sargentos,  coronel PM Miguel Elias Daffara, “para nós é uma grande satisfação. A PM mais uma vez marchando em prol do Estado de São Paulo, como aconteceu em 1932. Na época o povo paulista se uniu e junto com a Força Pública e o Exercito criamos uma nova Constituição. Infelizmente muitos morreram e por isso a importância de relembramos esses heróis. Um país sem memória não tem identidade.  

É preciso honrar a memória daqueles que lutaram para o país que vivemos hoje. Esse momento é fundamental para que os jovens vejam a importância dos ancestrais deles”.

Para o advogado Umberto D’Urso, “Esse dia 9 de julho  é importante para cultuarmos a nossa história. Infelizmente, a história dos brasileiros e dos paulistas caíram no esquecimento, uma vez que nós lutamos em 32, e conseguimos de forma geral uma grande vitória que foi a Constituição de 34. Os paulista e paulistanos podem se sentir vitoriosos, e hoje,  se comemora realmente  a vitória da luta, da persistência e de um ideal. Um ideal  que custou  a vida de vários irmãos, mas que foi necessário para que não entrássemos numa ditadura, num sistema arbitrário, e sim,  São Paulo foi a ponta de lança para que buscássemos a democracia. Antigamente, os estudantes eram convocados  a estudar a história do nosso país, fazíamos  trabalhos e participávamos de desfiles de 7 de setembro. Existia uma movimentação em prol da educação da nossa história.

Infelizmente, tudo isso esta se perdendo. A nova educação não valoriza mais a história do nosso país, e isso é muito triste. Perdemos valores, e a partir do momento que perdemos valores  da nossa historia, você começa desvalorizar outras coisas como por exemplo, a família. Isso afeta todos os setores. E hoje estamos aqui dando exemplo para todo nosso país que isso não pode acontecer. Atualmente vemos uma geração alienada, e que não tem valores.  Precisamos repensar tudo isso”.

Já para o deputado estadual Castelo Branco, “para os paulistas é a festa cívica militar mais importante do nosso calendário. Presença maciça da população. E o grande simbolismo da Revolução de 32 é o resgate dos melhores valores patrióticos e nacionalistas do Brasil e que o Estado de São Paulo naquela época representava. Estávamos à frente do nosso tempo dizendo que o Brasil precisava de uma Constituição, regras e de um ordenamento jurídico melhor. O paulista foi à luta e buscou aquilo que lhe é de direito. É um exemplo às novas gerações. Estou muito feliz, meus avós lutaram na Revolução de 32. Então, temos também um resgate dos nossos antepassados”. 

Para o presidente e CEO do Grupo São Cristovão Saúde, Valdir Pereira Ventura, “a data de 9 de julho de 1932 é um marco na história de São Paulo e do país. A Revolução Constitucionalista de  1932 foi uma consequência direta das transformações politicas que o Brasil passou a partir da década de 1930. O levante armado foi motivado pela insatisfação paulista e se concentrava no desejo pela constitucionalização do país e pela realização de eleição presidencial, pois vivíamos a ditadura de Getúlio Vargas. O levante contou muito com o apoio da população e custou a vida de mais de 800 soldados do lado paulista.  É uma honra ser agraciado com a Medalha Constitucionalista, instituída pela Sociedade Veteranos de 32, pois comungamos dos mesmos ideais de democracia, liberdade e patriotismo. Ela traduz a luta dos bravos homens que perderam suas vidas em 1932 para que hoje vivamos o estado democrático de direito. Ser laureado por este importante galardão aumenta a responsabilidade  que todos temos com a sociedade.  Se a nossa principal missão é cuidar do próximo, que façamos mais e cada vez melhor, com humanização, respeito e cuidado. Aproveito para agradecer à Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C, representada aqui pelo Carlos Romagnoli”.

Para o  secretário de Segurança Pública de São Paulo, general de exército João Camilo Pires de Campos, “a população de São Paulo, de homens a idosos, engenheiros a médicos e policiais, todos se uniram para reivindicar que a democracia fosse o eixo da produção do Brasil, que a Constituição fosse construída. O Estado de São Paulo tem um legado enorme. Naquela época, as mulheres também se fizeram presentes e  tornaram dignas do respeito e do trabalho. Houve um salto ao que se refere no empreendedorismo e empresas.  A história do nosso país deve ser cultivada e relembrada com ações que levem ao patriotismo”. 

Para o governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, essa tradição é muito importante, pois simboliza a união de São Paulo  ao lado da verdade e da história. Então, essa celebração de 90 anos da Revolução Constitucionalista nunca foi tão atual. O Estado sempre soube respeitar suas diferenças e lutar com muita altivez por aquilo que era justo por nosso Estado e para o nosso país. Estou muito honrado em participar deste evento”. 

Já para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, é fundamental esse evento. A gente não constroe uma sociedade com liberdade e democrática se não fizermos a valorização do civismo e do patriotismo.  É um momento muito importante para relembrarmos aqueles que lutaram na Revolução de 32 demonstrando a importância da Constituição. Mais do que tudo isso, o espirito de lutador do povo de São Paulo”. 

Para o comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel  PM Valdir Pavão, “a história de São Paulo é marcada fortemente pela Revolução de 32. Foi a partir dali, que nós paulistas, pegamos em armas pelo direito e justiça. Essa é uma constante na nossa vida. Para nós policiais militares, a Revolução de 32 é fundamental  para nossa existência. É um exemplo daqueles heróis que tombaram na luta pelo direito e justiça. Esse é o maior legado que os heróis de 32 deixam para as novas gerações”.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia, “esse movimento foi muito importante para nosso Estado, e hoje estamos nesse regime democrático e nessa liberdade justamente como consequência desse movimento. Isso orgulha o povo paulista”.   

Discurso do comandante em Chefe Honorário do Exército Constitucionalista – Adilson Cezar 2022/2023

“Nesta data magna em que se comemora o nonagésimo aniversario da deflagração da Revolução Constitucionalista e nos encontrando no bicentenário de nossa Independencia, mais uma vez nos ufanamos pela memoria de nossos ancestrais que apesar de todas as dificuldades, jamais abriram mão da honra, da liberdade, da ordem e da disciplina.

Voltar nossos olhares para o pretérito de nossa terra, de nossas origens , é sem duvida o sentir-se envaidecido, vejamos, pois, alguns itens, mas todos eles nos remetem às unidades anteriormente salientadas.

Da conquista da terra através de nossos bandeirantes, da busca da integração por intermédio do tropeiro, do cosmopolitismo pelo integrante, das atuações sociais em busca da liberdade, a aclamação de Amador Buenos, da independência da nação aqui proclamada, a sedição liberal de 1842, a revolução Constitucionalista de 1932, ápice da demonstração da manutenção do desejo incorruptível de liberdade, mas sempre dentro de paramentros definidos.

Esta é São Paulo e sua gente, através dos tempos.

Importante destacar, que apesar da riqueza e desenvolvimento que obtivemos, nosso compromisso sempre foi para com a unidade nacional.
Claro, sempre tivemos como é comum, grupos contrários e dissidentes, mas uma minoria, que embora pareça controverso, precisa existir, para demonstrar de forma cabal que o sentimento ou ideal de liberdade, se mantem sempre altaneiro.

O desenvolvimento de São Paulo, em 32 – reflete bem o sentimento de seu povo , que bloqueado de acesso ao exterior, viu pouco a pouco seus recursos minguarem e acabou sendo derrotado pelas Forças Armadas.

Mais aí está a maior lição de vida, não abrimos mão em um momento sequer do principio fundamental, o desejo de liberdade, e salientamos, não é qualquer liberdade, mas sim aquela disciplinada, voltada e regulada pela lei maior – a Constituição.

Eis os valores pelos quais lutamos e consagramos, assim embora rechaçados pelas armas, conseguimos e mantivemos a vitória através da força moral, da manifestação, não de um grupo de personalidades, mas sim de nosso povo – que saiu às ruas, doando algo de precioso como seus anéis, nossas crianças mostrando que se preciso também estavam disponíveis...isto sem falarmos na dedicação voltada a transformar o trabalho de nossas industrias em elementos destinados  ao esforço bélico – os trens bélicos, denominados “Fantasmas da Morte”, dentre outras inúmeras atividades.

Vale mais uma vez ressaltar, essa revolução embora como anteriores de caráter paulista, teve envolvimento global, era a nossa gente desejando a liberdade, mas com regras.  

Alicerçados nesse glorioso pretérito, mais uma vez nos reunimos, voltando nossas mentes para o futuro e confirmamos nosso compromisso pela grandeza de um Brasil Livre”.

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