A ciência explica que nós vivemos num mundo físico de formas, de modo que a percepção do meio interno está relacionada com os nossos cinco sentidos – olfato, paladar, visão, audição e tato - e tem forma. Mas, também estuda uma sexta maneira de sentir algo, que seria a integração dos cincos sentidos e a mente racional, integrando-os para transmitir uma informação mais precisa, enquanto a faculdade de receber as impressões exteriores.
De qualquer maneira, os nossos sentidos, inclusive os superiores e suprassensíveis, por meio das clarividências – etérica, astral e mental, mostram que esses mundos se interpenetram e que também possuem formas.
Essa rápida digressão é necessária para o entendimento do egrégora, pessoal e coletivo, enquanto uma forma de ideia nutrida por pensamentos e sentimentos que estabelece uma corrente fluídica que adquire vida ao ser alimentada por mentalizações e energias psíquicas, criando como que uma entidade autônoma pela persistência e intensidade emocionais e mentais.
A nossa mente – e, como decorrência, nosso estado de espírito – é como um dínamo gerador das nossas tristezas e alegrias. Tudo começa no pensamento, de modo que ao semear um pensamento você estará formatando uma ação. Logo, o homem é o produto dos seus pensamentos.
Assim, nos momentos em que nos conectamos com a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, que chamamos de Deus, individual ou coletivamente, devemos procurar fazê-lo em segredo, de coração aberto, com sinceridade, palavras simples e fervor. Lembrando que Deus está dentro de nós, no templo da alma, Mateus – 6:5.6 – já dizia: “Tu, porém, quando oraes, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu Pai, que está em secreto ...”.
Se a prece não muda a natureza e nem o curso das provações do cotidiano, ela concilia o presente e o futuro, fazendo que o aguardemos com otimismo. Aliás, esse é o alerta de Mateus – 6:34 – quando diz “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”.
Neste momento em que a humanidade enfrenta suas incertezas, perdas e medos é fundamental o exercício da fé raciocinada para que a prece, individual ou coletiva, seja o instrumento de ligação com o plano espiritual para emanar energias positivas.
É hora de ressignificarmos nossos sentimentos para que, na fé de cada pessoa, todos possam encontrar conforto sentimental e com mais leveza, esperança e confiança, passar por este momento de provação e, ainda, ser partícipe da construção de dias melhores para toda humanidade.
Por isso, quando você quiser orar, individual ou coletivamente, pouco importando aonde estiver, esteja inteiro de coração e alma -, ou seja, permita-se criar o egrégora, e o faça com humildade sempre lembrando que “a prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Não creias, porém, que toque a Deus a prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”.
Enfim, a prece é uma poderosa fonte de recursos enérgicos, o mais poderoso influxo magnético conhecido que eleva o padrão vibratório das pessoas, porque a prece é a respiração da alma e nos conecta com Deus.
Colunista: Paulo Eduardo de Barros Fonseca