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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
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Colégio Imperatriz Leopoldina promove palestra sobre os riscos da Internet para pais e alunos

Todos conhecem as diversas vantagens da Internet, especialmente para quem nasceu  depois dos anos 1990

Colégio Imperatriz Leopoldina promove palestra sobre os riscos da Internet para pais e alunos
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Todos conhecem as diversas vantagens da Internet, especialmente para quem nasceu  depois dos anos 1990.  No entanto, da mesma forma que encontramos  benefícios, também há riscos.

De acordo com pesquisa realizada  pela TIC Kids Online Brasil 2018, divulgada em setembro deste ano pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), cerca  de 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos, são usuários de Internet no Brasil, o que corresponde a 86% do total de pessoas dessa faixa etária no país.

O levantamento ainda mostra que cerca de 82% das crianças e adolescentes que utilizam a Internet relatam usar e ter perfil nas redes sociais, o que corresponde a  22 milhões de usuários dessa faixa etária no Brasil.

Para discutir sobre os riscos da Internet, o  Colégio Imperatriz Leopoldina convidou na quarta-feira, dia 30 de outubro, alunos e pais para assistirem uma palestra com a  advogada especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Garrido Pinheiro.

Doutora pela Universidade de São Paulo, PhD em Direito Internacional e Propriedade Intelectual, Patrícia Peck abordou  diversas questões como a importância do uso ético e seguro da Internet, a necessidade de desenvolver a cultura do cuidado e  os riscos digitais do comportamento.

Para Patrícia Peck Garrido Pinheiro “o objetivo da palestra é trazer orientação para a comunidade escolar sobre como educar os filhos para um comportamento mais seguro na Internet com responsabilidade. Então, serão apresentados alguns casos e exemplos, desde o uso saudável devido ao vício tecnológico, o cuidado aos jogos on-line, as novas mídias e dicas sobre postura, devido ao aumento dos incidentes de Bullying e Cyberbullying no ambiente escolar. Às vezes aquilo que parece uma brincadeira pode virar algo ridicularizante, em especial quando se faz com algum amigo do grupo de WhtasApp. A palestra também explicará aos pais como impor limites”.

Patrícia falou também sobre a importância do diálogo entre pais e filhos. “O  diálogo é fundamental, mas temos que entender que hoje a vida do jovem é digital. A Internet  é a maior rua do planeta. Partindo dessa premissa, é importante fazer a dosagem. Então, os pais precisam fazer uma monitoração. É preciso que eles imponham limites  e horários para que o uso da Internet seja adequado. Situações exageradas podem trazer riscos inclusive para a própria saúde e vida do menor de idade. A tecnologia também é muito importante. Existem muitas ferramentas e softwares de controle parental, e infelizmente, o responsável legal não é onipresente.  Os  pais também devem usar a tecnologia para proteger seus filhos. Hoje, há muitos adolescentes que utilizam recursos tecnológicos sem nenhum tipo de proteção.  Diálogo sobre privacidade também deve entrar no contexto e explicar como devem ser compartilhadas as fotos ou imagens ousadas”.

A idade mínima para possuir um perfil na Internet é a partir dos 13 anos de idade disse a especialista. “A gente recomenda leis aos termos de uso até mesmo à nova lei de dados pessoais, que entrará em vigor em 15 de agosto de 2020. A idade ideal é a partir dos 13 anos de idade, antes disso tem que estar autorizado com consentimento do responsável legal . Perfis sozinho só depois dos 13 anos”.

O evento representa um marco para a continuidade das ações do colégio para prevenir e combater o Bullying.

De acordo com a diretora  Dorotéia Bartz  “vivemos em uma sociedade voltada para a tecnologia e nos deparamos, constantemente, com impactos decorrentes do uso indevido da Internet, muitas vezes excessivo, acarretando atitudes impensadas. Cabe a nós, como uma instituição escolar, que já vem discutindo a respeito destas questões, com seus educadores e alunos, em seu cotidiano, trazer também aos pais, mães, responsáveis legais e comunidade, informações, reflexões e esclarecimentos sobre o tema. Ao selecionarmos o tema “Família digital segura: uso da Internet com responsabilidade”, objetivamos ouvir orientações de uma profissional especialista nesta área. O evento de hoje representa um marco para a continuidade de nossas ações, instituindo em 2020 um programa de prevenção e combate ao Bullying. Programa este que terá a assessoria de uma profissional da equipe da advogada Patrícia Peck”.

O Semanário da Zona Norte ouviu depoimentos de mães de alunos  para saber o que elas pensam sobre o uso da Internet.

Simone Patudo Lima, construtora civil.

“Tenho três filhas, de 11, 9 e 6 anos, e fico maluca porque elas brigam para usar o celular e  a Internet . Tento ficar atenta no que elas estão pesquisando. A maior de 11 anos gosta de ouvir música no celular. Eu controlo o uso nas redes sociais, e imponho limites. Fico muito receosa com o WhatsApp e monitoro todas as mensagens para saber se alguém  envia algo de errado.  Sou uma mãe amiga e converso bastante com elas. Na minha opinião, os pais devem monitorar e policiar o que seus filhos estão fazendo na Internet, pois simples coisas podem se tornar algo grandioso, principalmente  na questão fotos”.

Milena Gobatti, advogada.

“Tenho dois filhos, uma menina de 12 e um menino de 7 anos.  Ela respeita horários e limites, já o menino está numa fase complicada. Ele fica no You Tube o tempo inteiro assistindo games e não sai de casa para brincar e se divertir.  Estou desesperada e não sei como lidar com isso, a palestra vai me ajudar muito a resolver esta situação. Converso muito com ambos, a minha filha é mais compreensível e não possui nenhuma rede social, apenas WhatsApp. Muito me preocupa a questão do assédio sexual e a pedofilia na Internet, além do conteúdo impróprio. São várias questões que temos que ficar atentas. Sou uma mãe aberta e converso bastante sobre os riscos e perigos da Internet.  Todo o acesso é feito pela minha conta e perfil para que eu possa monitorar tudo o que é conversado e acessado. Os pais, de uma forma geral devem estar atentos e se preocupar com que os seus filhos pensam e acessam na Internet. A escola tem o papel de educar de forma cognitiva, já os pais os valores”.

Mabely Meira Fernandes, advogada.

“A Internet é um maravilhoso instrumento, mas utilizado de forma equivocada e não moral se torna um problema, principalmente dentro do ambiente escolar, onde o  seu uso extrapolou os campos da pesquisa. Hoje, temos um grande problema que é o  Cyberbullying e a escola tem responsabilidade, independentemente de culpa. Isso é complicado para a escola  porque foge da parte pedagógica. A escola tem que saber lidar com isso fazendo trabalho preventivo com os alunos.  Já os pais têm que conversar muito com seus filhos em conjunto com a escola, é um trabalho multidisciplinar. Apesar dos riscos, a Internet facilita muito as coisas. Mas os pais devem ficar de olho nas redes sociais dos filhos e sempre ter um diálogo  aberto para que eles se sintam à vontade.  Quanto à idade ideal para criar um perfil na Internet vai muito dos pais, eles devem analisar o comportamento e a maturidade de cada um.  Mas independentemente da idade, é preciso ter fiscalização”.

Ana Maria Ferreira, dona do lar.

“Eu sou uma mãe bastante controladora, imponho limites e horários. Procuro sempre me informar e visitar os blogs e sites, mas não de forma  proibitiva, mas segura. A Internet é uma ferramenta poderosa e útil,  mas se formos muito permissíveis podemos estar deixando nossos filhos em risco. A prioridade é a informação, é preciso informá-los dos riscos e a necessidade de serem conectados.   A segurança é o maior ideal de informação ”.

Marília de Andrade Santos, dentista.

“É uma briga diária, principalmente com meu marido. Tento contornar a situação e confiar mais no meu filho. Hoje vim participar da palestra para ver se existe alguma fórmula da gente lidar com essa situação. Recomendo a meu filho dividir mais o tempo entre Internet e diversão. Graças a Deus meu filho tem um bom entendimento da vida e é inteligente”.

 Daniela Beltrami Scorza, comerciante.

“Desde pequeno, a nossa família impõe regras. Por exemplo durante a semana meu filho não acessa a Internet, apenas no final de semana. Chamamos de ‘Dia da Família’ onde ele pode acessar a Internet uma hora no sábado e uma hora no domingo, e com a nossa supervisão. Graças a Deus é tudo muito controlado. Meu filho adora ouvir música e assistir clipes na Internet. Tentamos policiar da melhor maneira possível”.

Danyelle Marchini, diretora financeira.

“O computador fica na sala de casa para que ninguém fique escondido no quarto. Procuro também olhar o celular das minhas filhas, tenho as senhas e acompanho as conversas no  WhatsApp. Procuro conhecer  os novos Youtubers para saber o que eles estão pensando. Eu converso bastante com elas e deixo a porta sempre aberta para qualquer discussão.  A sala de jantar é lugar onde conversamos sobre tudo”.

Para Rosana Zucco, administradora de empresas.

“É difícil controlar a Internet. A palestra foi bastante esclarecedora, agora terei outra visão de como funciona a Internet. E o Colégio Imperatriz Leopoldina sempre nos surpreende com informações na maneira de educar. O diálogo, amor e carinho são muito importantes para educar os filhos, especialmente na questão Internet.  Temos que tratá-los  com respeito e seriedade”.

 

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