A 22ª edição da Festa das Nações ocorreu no sábado, dia 9 de novembro, na sede do Colégio Imperatriz Leopoldina. Com o tema ‘Como cada país valoriza o ser humano’, a data foi celebrada diante de muita festa e alegria. O evento é uma tradição da escola e as atividades procuram envolver o aluno no entorno da cultura e dos ensinamentos dos mais diversos países.
Fundado por imigrantes alemães em 1923, no bairro de Santana, o Colégio Imperatriz Leopoldina (CIL) foi criado para atender crianças alemãs e seus descendentes, moradores da Zona Norte. No início, chamava-se Hindenburg Schule (Escola de Hindenburgo), funcionava com três salas de aula e 60 alunos, e estava localizada na Rua Voluntários da Pátria, sendo mantida pela Sociedade Alemã de Santana e Arredores. No entanto, o espaço tornou-se insuficiente e, logo, passou para o endereço atual, onde recebeu outros nomes: Externato Pedro Doll, em função do nome da rua, que homenageia um imigrante alemão; Ginásio Imperatriz Leopoldina (GIL), em homenagem à Imperatriz Leopoldina, de origem austríaca. E, por fim, em 1971, passou a se chamar Colégio Imperatriz Leopoldina (CIL). A Associação Cultural e Beneficente de Santana, que é mantenedora do colégio, foi criada em 1954.
Para o presidente da mantenedora, Flávio G. Holzchuh, “ver a transformação da escola é um motivo de muito orgulho, pois o colégio nasceu da necessidade dos filhos dos descendentes alemães em estudarem em um lugar mais próximo, pois o único local que havia estudo voltado para a cultura alemã era na Zona Sul. Naquela época, o bonde precisava atravessar o rio, e nos dias de enchente, as crianças ficavam sem ir às aulas. Diante desta dificuldade, nasceu a ideia de criar um espaço na Zona Norte que pudesse atender a todas estas necessidades. Em 1960, tínhamos 90 alunos e, hoje, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, cerca de 1.200 educandos, sendo uma associação democrática e aberta a todos os discentes.
O Colégio Imperatriz Leopoldina busca manter um elevado padrão de qualidade de ensino em todos os cursos oferecidos pela escola, desenvolvendo princípios de solidariedade humana, valorizando o profissional de educação, oferecendo conhecimento científico através de conteúdos necessários para o desenvolvimento do educando, ampliando e recriando suas experiências, articulando o saber organizado da teoria com a prática, tornando-o, assim, capaz para resolver problemas cotidianos e profissionais”.
Flávio é neto de alemães, e ex-aluno do colégio e vê a Festa das Nações como um dia para se relembrar o que foi vivido, e celebrar a família e a união. “Transmitimos estes valores de geração para geração. A Festa das Nações surgiu com intuito de ser um grande evento que reunisse trabalhos das crianças dos mais variados tipos de temas. Sempre focando a pluralidade das origens e as várias etnias do mundo, além disso focando o respeito, a tolerância e a aceitação. A festa começou com projeto pequeno, e hoje se tornou o maior evento da escola. É uma excelente oportunidade dos alunos estudarem as novas culturas e os costumes de outros países”.
Para Dorotéia Bartz, diretora do Colégio Imperatriz Leopoldina “na preparação desta 22ª edição da Festa das Nações, fomos movidos pelo tema ‘Como cada país valoriza o ser humano’. Alunos da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamental e Médio, orientados por seus professores, realizaram pesquisas e elaboraram trabalhos envolvendo diferentes áreas do conhecimento em torno deste tema selecionado a partir do compromisso que temos, como instituição educacional, com a “saúde” do Ser e do Planeta Terra.
A consciência do homem coletivo, que se informa e importa-se com todos os seus semelhantes, nos dá o sentido do “criar pontes” e “estender as mãos”, derrubando muros que muitas vezes nos impedem de praticar o bem.
Tudo começou com uma reunião para refletirmos sobre a conexão do tema com a realidade do mundo atual. Muitas ideias foram apresentadas, em um primeiro momento, pelos professores e, em seguida, pelos alunos.
A partir de então, eles tornaram-se os protagonistas deste evento, isto é, passaram a provocar reflexões. Descobriram diversas manifestações e buscas de alternativas para questões que inquietam a humanidade quando o assunto é valorização do ser humano, enquanto ser que possui direito de viver com dignidade.
Cada país, cada cultura expressa, de forma diferente, seu compromisso com a saúde do Planeta e de seus habitantes, buscando saídas para suas inquietudes, criando pontes e estendendo mãos.
O 2º ano estudou a cultura forte do Ser africano e que faz parte de nossas raízes. Descobriu a história da Abayomi, boneca feita de saias das mães escravas em navios negreiros e das suas canções ritmadas, inspiradas por lendas e tambores.
Já o 3º ano escolheu a Alemanha com sua modernidade e tecnologia. Tradição e cultura forte em nosso Colégio.
O Japão, país tradicional, exemplo de preocupação com a limpeza de seus espaços e com o ensino, desde cedo nas escolas, ao cuidado com tudo que faz parte de suas vidas e bem-estar, foi o tema dos 4os anos.
Os 5os anos trouxeram o estudo de nosso querido Brasil. Com seu colorido sustentável e destaque no mundo como um país livre e cheio de riquezas culturais e ambientais.
Nossos pequenos, da Educação Infantil, viajaram até a Libéria, Naníbia e África do Sul, abrindo espaço para brincadeiras e canções folclóricas.
Os 6os anos escolheram os Estados Unidos e o encantamento da Disney.
A Festa das Nações foi preparada com muitos atrativos para proporcionar um dia agradável e educativo às famílias, com apresentações musicais e trabalhos interativos, como:
A chegada do homem à Lua, explorada pelos 9os anos,
As belezas da Amazônia trazidas pelos 7os anos,
Os direitos humanos, estudados pelos 8os anos,
A revolução industrial, a moda na sociedade, os significados dos filmes e a importância do tempo e das palavras, apresentadas pelo Ensino Médio.
Tudo foi preparado com esmero e cuidado, nos diversos ambientes, desde as comidas típicas de diferentes países até o espaço de brincadeiras para os pequenos e também o bazar.
No encerramento da primeira etapa, preenchida pelos trabalhos de cunho pedagógico, festejamos os 30 anos da Queda do Muro de Berlin e revestimos a festa de características puramente germânicas, com bandas e animação de danças folclóricas.
Em meio a tantas atrações, nos sentimos ainda mais orgulhosos por entregar medalhas de Olimpíadas Acadêmicas e dos certificados de Alemão e de Espanhol, e festejar a parceria com a Liga Americana de Basquete - a NBA.
Também é uma honra, recebermos, pela primeira vez, uma exposição do Instituto Martius-Staden, em parceria com a Embaixada da República Federal da Alemanha.
Celebramos os 30 anos da queda do “Muro de Berlim”, possibilitando assim, que as pessoas pudessem se reencontrar, revendo seus parentes e amigos, aconteceu no CIL, a “derrubada simbólica do muro”, dando início à 3ª Novemberfest, com músicas e danças folclóricas alemãs.
Da mesma forma que o esporte e a educação devem caminhar lado a lado, grandes marcas também devem se unir. Assim, comemoramos a parceria entre CIL e NBA, balançando os corações e vibrando de alegria.
Neste ano o tema “Como cada país valoriza o ser humano”, nos trouxe grandes realizações”. Fiquem conosco, pois em 2020 teremos muito mais!”
E o Colégio Imperatriz Leopoldina, cumprindo a missão de oferecer uma formação cultural e intelectual de qualidade e disponibilizando recursos humanos e tecnológicos, os quais propiciam aos alunos o desenvolvimento de habilidades e de competências acadêmicas, pessoais e profissionais, selou uma parceria com o programa NBA Basketball School.
O anúncio do lançamento oficial da parceria aconteceu durante a Festa das Nações, em um grande evento no Ginásio Poliesportivo do CIL. Na ocasião, estiveram presentes Arthur Borelli, responsável pela coordenação do programa NBA Basketball School no Brasil, alguns jogadores e ex-jogadores.
A estreia também marcou a solenidade de entrega da placa de ‘Unidade Licenciada’ do NBA Basketball School ao Colégio onde foi feita uma atividade de interação com alunos e ex-alunos do CIL.
A NBA (National Basketball Association) é a principal liga de basquete do mundo, tendo como metodologia e filosofia compartilhar valores com jovens atletas, ensinando habilidades, conceitos e bem-estar em um ambiente positivo e divertido.
“O foco do programa é desenvolver não apenas as técnicas do basquete, mas também, principalmente, valores como disciplina, perseverança, resiliência e tantos outros, utilizando sempre os melhores métodos de treinos da marca, proporcionando um futuro ainda mais próspero para todos, garantindo a excelência na condução das atividades e a satisfação de todos os envolvidos. Além disso, os professores da escola serão capacitados por profissionais da NBA”, destacou o presidente da mantenedona.
Podem-se matricular no programa NBA Basketball School estudantes entre 6 a 18 anos, com ou sem experiência, e os treinamentos serão divididos segundo os critérios do programa global da NBA, sempre respeitando a faixa etária de cada jovem.
O NBA Basketball School é um dos programas da marca NBA com atuação global e tem como propósito compartilhar o método de ensino do basquete de maior sucesso no mundo para crianças e jovens de todo Brasil. O programa visa a aplicação do método, em clubes sociais e, também, em escolas que tenham interesse em oferecer a modalidade para seus alunos como uma atividade extracurricular.
A missão do NBA Basketball School é inspirar e proporcionar aos jovens atletas a oportunidade única de desenvolvimento através de técnicas de treinamento testadas e validadas mundialmente.
Arthur Borelli, diretor do Programa NBA Basketball disse que “o programa chega a quase 100 unidades no país. É uma quebra de paradigma, pois muitos colégios são resistentes em receber este tipo de programa justamente pela linha educacional que eles aplicam dentro da sala de aula. Orientamos o treinamento seguindo toda a estrutura que o colégio possui”.
No Ensino Fundamental I consolidam-se a base e os pré-requisitos necessários para a aprendizagem e o pleno progresso educacional, que abrange todas as áreas do saber. Sendo assim, o colégio oportuniza ao educando o desenvolvimento de habilidades e competências, por meio da investigação, ponderação, tomada de decisões e de outras estratégias diferenciadas, e busca propiciar a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade, capazes de conhecerem, analisarem, ponderarem, inferirem e posicionarem-se, sem esquecerem o cuidado com a natureza, o carinho, a socialização e a reflexão sobre o que se aprende sobre aspectos fundamentais para o crescimento integral.
O Ensino Fundamental II tem como objetivo desenvolver novas habilidades e competências, impulsionar pesquisas e saberes ainda não descobertos, aprofundar conteúdos já adquiridos, intensificar o estudo de línguas estrangeiras, estimular a autonomia, a responsabilidade, a criatividade, o senso crítico e a reflexão sobre o que se aprende.
Além disso, o processo de aprendizagem envolve, não só os conteúdos disciplinares, mas também as atividades culturais e de estudo do meio, assim como vivências que integram os diferentes componentes curriculares e fortalecem o crescimento do estudante.
Para Roseli Maccarrone Faccioli, coordenadora pedagógica do sexto ao oitavo ano, “ a Festa das Nações tem cunho pedagógico. A cada ano, a equipe gestora do colégio e os professores se reúnem para conversar sobre o tema. Esta edição tem como tema ‘Como o mundo trata o ser humano’, ou seja, como cada país trabalha com seu ser humano em todos os aspectos tais como emocional e cultural. É de suma importância os alunos terem esse contato, pois é possível verificar como se comporta cada Nação e como cada país desenvolve questões como acessibilidade e meio ambiente. Por exemplo, temos um grupo que está trabalhando a questão da Amazônia e um outro abordando assuntos referente aos animais. Então, são todos itens importantes para a nossa sobrevivência. Nosso grande objetivo é que as crianças possam traduzir estes valores, que ensinados nas salas de aula e vivenciados nas atividades extraclasse, para as suas vidas, permitindo assim que eles sejam ainda mais felizes em suas atividades e escolhas de vida.
Procuramos transmitir valores em todas as atividades desenvolvidas, e transformá-los em agentes de transformação no mundo, por isso, trabalhamos com metodologias ativas, onde o aluno estuda antes, e discute o tema em sala de aula. Além disso, trabalhamos com habilidades socioemocionais através de campanhas, como a Páscoa Solidária, Campanha do Agasalho, por exemplo, que envolve toda a comunidade escolar e seus familiares, buscando atender algumas necessidades que são inerentes à nossa sociedade, oferecendo aos nossos alunos a oportunidade de contribuírem para a construção de um mundo melhor. Essas ações favorecem a formação de cidadãos efetivamente capazes de intervirem na edificação de uma sociedade mais justa, possibilitando que saiam de suas zonas de conforto, a fim de beneficiarem o ‘outro’, fazendo despertar, dentro de cada um, a solidariedade e o verdadeiro exercício da cidadania. Na campanha da Páscoa, por exemplo, cerca de 11 instituições foram presenteadas com chocolates doados pela comunidade escolar. No evento de hoje, por exemplo, arrecadamos 508 quilos que ajudarão diversas pessoas da região”.
O Ensino Infantil procura acolher a criança com muita atenção e com muito carinho, sabendo que será sua primeira experiência longe da família. Sendo assim, a escola trabalha a integração e oferece, ao educando momentos de aprendizagens significativas, propiciando bem-estar, ampliando e enriquecendo as aprendizagens, promovendo a educação integral e a construção da identidade pessoal e coletiva do aluno.
Para a Soraia Mansano, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental “a Festa das Nações é um momento em que toda a família vem para a escola. Acreditamos cada vez mais na parceria família e escola. Aqui as pessoas se reencontram e as crianças passam pela experiência de expor seus trabalhos e explicar para a família o sentido da sua apresentação. A tecnologia é importante no desenvolvimento delas, ela chegou e não há retrocesso, mas não podemos deixar de resgatar a conversa e o olho no olho. Hoje, percebemos a dificuldade que elas têm em interagir e resolver conflitos porque elas ficam muito sozinhas, envolvidas nos próprios celulares”.
Pais interagiram juntamente com seus filhos durante as atividades. Para as famílias, a Festa das Nações é uma iniciativa excelente do Colégio Imperatriz Leopoldina, pois desenvolve inúmeras habilidades.
Para Fernanda Pares, mãe da Caroline, de 15 anos e da Maria Eduarda, de 11 “ a Festa das Nações é a maior festa da escola, e todos os anos une alunos, pais e professores. É muito emocionante para nós vermos tudo isso. Neste ano, minha filha irá dançar em homenagem ao Brasil”.
Para Sandra Ferrari, mãe da Mariana, de 10 anos, “ a Festa das Nações é excelente para o desenvolvimento dela. É uma semana de muita alegria e empolgação. Essa iniciativa da escola é excelente para o aprendizado das crianças, que desenvolvem inúmeras habilidades, entre elas o respeito um pelo outro”.
Djalma Leite de Campos, pai do João, de 10 anos conta que a Festa das Nações é uma forma de interação com as culturas de outros países. “Aqui meu filho tem a oportunidade de interagir com os colegas e conhecer as culturas e os costumes dos outros países. Essa iniciativa da escola é excelente para o aprendizado dele. O grande motivo da gente não respeitar as outras culturas é o total desconhecimento delas”.
Para Dirce Guimarães dos Santos Maia, avó do Eduardo Henrique, de 3 anos e do Pedro Ivo, de 11, “é excelente este tipo de festa. Todas as escolas deveriam organizar festas deste tipo para os alunos e pais. O importante é ver cada Nação como um país amigo”.
André Gustavo Vasconcelos, pai da Maria Eduarda, de 9 anos vê a festa como muito importante, pois acrescenta muita bagagem cultural às crianças. “É o tipo de festa que isenta a modernidade, pois traz a cultura. Temos que viver além da tecnologia”.
Para Caroline Ferraro, mãe dos gêmeos Fernando e Renato, 9 anos “a Festa das Nações é interessante devido à integração entre famílias e a escola, havendo esse contato direto com os professores. Eles adoram o colégio”.
Para Walter Santos, pai do José Eduardo, de 9 anos, “ a festa é um momento para conhecermos um pouco sobre a cultura de cada país. As crianças se dedicam muito e é uma iniciativa muito interessante do colégio”.
Paulo Junior, pai da Maria Julia, de 11 anos acredita que a Festa das Nações é uma integração entre os alunos. Além disso, é um incentivo para que os alunos estudem mais e aprendam sobre as diversas culturas”.