O Mausoléu da Força Expedicionária Brasileira (FEB), localizado no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, recebeu, no dia 16 de fevereiro, a urna contendo os restos mortais do soldado João Nonato Marinho, ex-combatente da FEB.
Durante a cerimônia de reinumação, o major Christian, capelão militar, fez uma oração e o comandante militar do Sudeste interino e Comandante da 2ª Região Militar, general de divisão Pedro Celso Coelho Montenegro, entregou uma Bandeira Nacional para a família do Pracinha, como os integrantes da FEB ficaram conhecidos.
"O Exército Brasileiro tem por prática cultuar os seus valores e tradições. Não podemos deixar de render homenagens a pessoas que defenderam os ideais de liberdade e democracia, que fizeram jus ao compromisso de defender a Pátria com o sacrifício da própria vida", afirmou o Comandante Militar do Sudeste interino.
O toque de silêncio foi executado no momento da aposição da urna no ossuário e, ao final da solenidade, a Banda do 2º Batalhão de Polícia do Exército tocou a Canção do Expedicionário.
Nascido em Manaus (AM) em 20 de julho de 1922, o soldado João Nonato Marinho servia no 27º Batalhão de Caçadores – unidade que deu origem ao 1º Batalhão de Infantaria de Selva – na época da Segunda Guerra Mundial e integrou o 5° escalão da FEB.
O ex-combatente faleceu no dia 15 de novembro de 2018, aos 96 anos, e foi enterrado em Santo André (SP). "Foi um desejo da família exumar o corpo e trazê-lo para cá. É uma homenagem. Queremos que ele descanse ao lado dos companheiros de guerra", afirmou Ronilceia Marinho, uma das filhas do Pracinha.
A solenidade contou com a presença do presidente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil - Seção São Paulo, Jairo Junqueira da Silva Filho, do presidente da Sociedade de Amigos do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (SOAMI) e curador do mausoléu, Douglas Ramos, de representantes da Força Aérea Brasileira e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, além de familiares do ex-combatente.
Força Expedicionária Brasileira
Ao lado de tropas aliadas (norte-americanas e inglesas), a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi um marco importante no combate ao nazifascismo em terras italianas.
Entre os anos 1944 e 1945, os 25.334 soldados e 73 enfermeiras da FEB lutaram pela liberdade e democracia. Desse total, 457 morreram em combate e 1.300 ficaram gravemente feridos.
Com o objetivo de cultuar os heróis militares nacionais, a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil - Seção São Paulo construiu o Mausoléu da FEB, inaugurado em 21 de fevereiro de 1979.
Atualmente, o mausoléu abriga os restos mortais de 176 ex-combatentes. vvvvvvvvvvvvvvv