A expressão Páscoa vem de dois vocábulos hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo, 23: 14-17), e outro, que traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) e indica apenas “passagem”.
Na tradição judaica a Páscoa celebra a libertação do povo hebreu do cativeiro, libertado da escravidão pela liderança de Moises por volta do ano 1441 a.C.
Portanto, essa tradição já existia antes de Jesus.
Mas, a partir do século 2º da era atual, tornou-se uma festa cristã que, nas igrejas romana e ortodoxa, refere-se à ressurreição de Jesus. Também, algumas festividades politeístas – pagãs – relacionadas à chegada da primavera e à fertilidade foram incorporadas à simbologia da Páscoa.
No entanto, sob qualquer aspecto que se analise tais conceitos perceberemos que essa celebração, este momento, propicia a necessária reflexão sobre a necessidade da disruptura dos valores antigos e, como consequência, serve como um ponto de partida para que as pessoas sigam pelo caminho do perdão, da humildade e da caridade, que ajudam na melhoria moral individual do ser humano e, como consequência, na transformação do planeta.
Sendo assim, chegaremos à conclusão de que a Páscoa significa a libertação da ignorância pelo conhecimento, a renovação moral e dos nossos propósitos em prol do engrandecimento do espírito imortal que transforma o homem velho que sempre fomos e viabiliza o crescimento em nosso interior do homem novo, renovado em seus princípios éticos e morais.
Disse Saulo de Tarso, o apóstolo Paulo, em Efésio 4:22-24, que “quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do homem velho, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo home, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”.
Portanto, é tempo de meditar, de orar, de agradecer e de buscar a reforma íntima - que enseja a mudança nas atitudes e transforma cada pessoa e, como consequência, transforma o mundo -.
Celebre a Páscoa, a sua Páscoa, rumo a uma vida plena de amor, pois que a vida em essência só pode ser definida pelo amor.
Que a Páscoa – e todo seu simbolismo - represente uma nova oportunidade para o grande objetivo de todo ser humano que é seu aprimoramento moral e, portanto, espiritual.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca