O último foco de resistência de caminhoneiros grevistas a se encontrar no Palácio dos Bandeirantes, na noite de 31 de maio, feriado de Corpus Christi, foi o grupo de Santos, entre 12 líderes dos grevistas e um representante da Fetrabens, a Federação Estadual dos Caminhoneiros, presidida pelo sindicalista Norival Preto, que também preside o PTB Sindical.
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Os líderes dos caminhoneiros ouviram do governador um relato de todas as negociações feitas, desde o início do movimento e a importância do Estado de São Paulo, pela força econômica e com toda a visibilidade da mídia nesta greve. Márcio França destacou que a cobrança do eixo levantando já estava em vigor e que o governo federal havia se comprometido em reduzir em 46 centavos o litro do diesel. Além disse As propostas feitas pela Fetrabens, durante reunião na última segunda-feira, dia 4, também foram aceitas em quase sua totalidade, como a construção de seis novos pontos de descanso nas estradas do Estado e mais quatro no Rodoanel Mário Covas; combustível isento de ICMS nos chamados Ponto de Atendimento dos Sindicatos; parcelamento de até 6 vezes do ICMS 2019 para caminhoneiros autônomos; cancelamento de multas e pontuações nas carteiras aplicadas durante a greve; anistia sobre multas da Cetesb para caminhões que emitiam fumaça acima do limite (em estudo); e, ainda, criar uma comissão para estudar a possibilidade de que os caminhoneiros autônomos possam utilizar créditos de ICMS do consumo de seus caminhões, formando uma espécie de poupança para compra de pneus, baterias e até a troca de veículos, tendo abatidos os impostos pagos, como já acontece com empresas de médio e grande porte. "Isso eu não tinha conhecimento que existia e é uma grande injustiça. Ora, os grandes podem e porque vocês, mais pobres, não têm esse mesmo direito?", perguntou o governador Márcio França.
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O deputado Campos Machado, que possui estreita relação com a categoria há mais de duas décadas, sendo os líderes dos principais sindicatos filiados ao PTB, disse que vai colaborar com os estudos e com o bom andamento das propostas dentro da Assembleia Legislativa do Estado.
Ao término do encontro os caminhoneiros destacaram a liderança de Campos Machado e que sua participação foi decisiva para por fim ao movimento. O líderes da paralisação de Santos voltaram para a base de greve, por volta das 20:30, decidiram em Assembleia, às 22:30, pelo fim do movimento que perdurou por 11 dias.
Campos Machado destacou que "o PTB de São Paulo teve fundamental importância para ajudar a finalizar o movimento, que nasceu espontâneo, por grupos de WhatsApp de caminhoneiros, mas com a força da Fetrabens e a liderança do Norival, conseguiu ajudar com que a situação voltasse ao normal no país".