SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

As Universidades Públicas no Brasil

Para tratar desse assunto devemos primeiro sair do campo das paixões

 

Para tratar desse assunto devemos primeiro sair do campo das paixões e ir direto ao que interessa, que são os resultados almejados pelo país, país que financia as ditas universidades, com o meu e o seu dinheiro. Em se tratando de resultados, lembramos que a Universidade existe para gerar conhecimento, ou seja, trazer novos entendimentos e novos postulados que façam a sociedade crescer, em outras palavras façam ela evoluir e também resolvam os problemas que impedem ou retardam seu desenvolvimento. Na Universidade devemos encontrar a solução para todos nossos problemas.

O que acontece hoje na Universidade? Temos nas áreas das ciências médicas e biológicas centros universitários renomados que nos colocam em posição de destaque no cenário mundial, seja no que diz respeito à saúde humana, seja no destaque alcançado no agronegócio e no inconteste papel da criação animal em geral. Da mesma forma na área tecnológica, se não estamos na vanguarda, por questões relacionadas com o baixo investimento, não deixamos a desejar e progredimos adequadamente à estatura econômica que hoje desfrutamos.

Em posição oposta podemos observar o baixo desempenho das nossas universidades no campo de humanas. A despeito de conhecermos pessoas que encaram esse desafio com grande seriedade, a grande maioria dos profissionais que aí atuam não tem contribuído de forma a tratar da resolução dos problemas que empacam nosso crescimento. E, todos sabemos, com certeza, os maiores óbices enfrentados pelo Brasil estão nessa área: a corrupção, a violência e a criminalidade, dentre muitos outros problemas não solucionados.

Por que isso acontece? Se nos debruçarmos sobre a produção de conhecimento desses setores de nossas universidades, compulsando as teses de doutorados e mestrados vemos que uma das razões é a grande ideologização desses segmentos embalados nas ideias de esquerda que se propagam pelo mundo, com a agravante de que aqui no Brasil, essas ideias estão ainda na era pré-derrubada do Muro de Berlim. Os dogmas presentes nesses trabalhos ainda falam em luta de classes, burguesia, no Estado opressor e outras tantas sandices. Nada se produz de novo, tudo está na doutrina ali pregada. Os doutorandos e mestrandos não pensam, vomitam o que leem naquilo que é a literatura aceita pelos seus orientadores, assentindo sem questionamentos aquilo que lhes é dito.

Universidade Federal do Rio de Janeiro, em que os senhores têm contribuído para solucionar a crise de segurança e moral que tanto abala essa sociedade carioca? Em que o relevo da cidade e o urbanismo contribuem para este estado de coisas? O que o Estado deve fazer para mitigar as causas que resultam no ingresso do jovem para o crime organizado? Existem pesquisas para nos fornecer essas respostas?

Na mesma linha, aqui em São Paulo, na renomada USP existe um Núcleo de Estudos da Violência que coloca grande foco na violência policial e muito pouco produz com relação a atuação de criminosos, até por que os dados sobre a Polícia a própria Instituição fornece. O que acontece nos bolsões de pobreza facilitando a cooptação do jovem pelo tráfico? O que devemos fazer para combater o crime organizado? A crise ética e moral tem reflexos sobre a violência? O que se deve fazer para debelar essa crise?

Sociólogos, antropólogos, filósofos, há uma série de perguntas a serem respondidas para toda a sociedade. Precisa-se deixar o conforto dos escritórios, das bibliotecas, dos cafés de Paris, pôr-se o pé na estrada e, nas comunidades e nas áreas de risco ir em busca de todas essas respostas, valorizem, por favor, a Instituição Universidade.

* Um Cidadão Brasileiro.

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As Universidades Públicas no Brasil

 

Para tratar desse assunto devemos primeiro sair do campo das paixões e ir direto ao que interessa, que são os resultados almejados pelo país, país que financia as ditas universidades, com o meu e o seu dinheiro. Em se tratando de resultados, lembramos que a Universidade existe para gerar conhecimento, ou seja, trazer novos entendimentos e novos postulados que façam a sociedade crescer, em outras palavras façam ela evoluir e também resolvam os problemas que impedem ou retardam seu desenvolvimento. Na Universidade devemos encontrar a solução para todos nossos problemas.

O que acontece hoje na Universidade? Temos nas áreas das ciências médicas e biológicas centros universitários renomados que nos colocam em posição de destaque no cenário mundial, seja no que diz respeito à saúde humana, seja no destaque alcançado no agronegócio e no inconteste papel da criação animal em geral. Da mesma forma na área tecnológica, se não estamos na vanguarda, por questões relacionadas com o baixo investimento, não deixamos a desejar e progredimos adequadamente à estatura econômica que hoje desfrutamos.

Em posição oposta podemos observar o baixo desempenho das nossas universidades no campo de humanas. A despeito de conhecermos pessoas que encaram esse desafio com grande seriedade, a grande maioria dos profissionais que aí atuam não tem contribuído de forma a tratar da resolução dos problemas que empacam nosso crescimento. E, todos sabemos, com certeza, os maiores óbices enfrentados pelo Brasil estão nessa área: a corrupção, a violência e a criminalidade, dentre muitos outros problemas não solucionados.

Por que isso acontece? Se nos debruçarmos sobre a produção de conhecimento desses setores de nossas universidades, compulsando as teses de doutorados e mestrados vemos que uma das razões é a grande ideologização desses segmentos embalados nas ideias de esquerda que se propagam pelo mundo, com a agravante de que aqui no Brasil, essas ideias estão ainda na era pré-derrubada do Muro de Berlim. Os dogmas presentes nesses trabalhos ainda falam em luta de classes, burguesia, no Estado opressor e outras tantas sandices. Nada se produz de novo, tudo está na doutrina ali pregada. Os doutorandos e mestrandos não pensam, vomitam o que leem naquilo que é a literatura aceita pelos seus orientadores, assentindo sem questionamentos aquilo que lhes é dito.

Universidade Federal do Rio de Janeiro, em que os senhores têm contribuído para solucionar a crise de segurança e moral que tanto abala essa sociedade carioca? Em que o relevo da cidade e o urbanismo contribuem para este estado de coisas? O que o Estado deve fazer para mitigar as causas que resultam no ingresso do jovem para o crime organizado? Existem pesquisas para nos fornecer essas respostas?

Na mesma linha, aqui em São Paulo, na renomada USP existe um Núcleo de Estudos da Violência que coloca grande foco na violência policial e muito pouco produz com relação a atuação de criminosos, até por que os dados sobre a Polícia a própria Instituição fornece. O que acontece nos bolsões de pobreza facilitando a cooptação do jovem pelo tráfico? O que devemos fazer para combater o crime organizado? A crise ética e moral tem reflexos sobre a violência? O que se deve fazer para debelar essa crise?

Sociólogos, antropólogos, filósofos, há uma série de perguntas a serem respondidas para toda a sociedade. Precisa-se deixar o conforto dos escritórios, das bibliotecas, dos cafés de Paris, pôr-se o pé na estrada e, nas comunidades e nas áreas de risco ir em busca de todas essas respostas, valorizem, por favor, a Instituição Universidade.

* Um Cidadão Brasileiro.

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