Na ciência, dentre outras disciplinas, a neurociência, enquanto o estudo da realização física do processo de informação no sistema nervoso humano e animal, e a noética, que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito, da vida e o potencial que o cérebro humano possui, tem procurado e encontrado respostas para aspectos que demonstram a força do pensamento.
É de se lembrar que essa busca não é nova, mas era tratada no campo da filosofia por mestres como Aristóteles e Platão, para quem a mente – o nous em grego – expressa a incursão do divino no processo de busca pelo conhecimento.
Necessário se faz que cada qual saiba que a força do pensamento é comprovada pela ciência e que não existiria nada no mundo físico ou material em que vivemos sem antes ter existido no mundo da mente.
Buda já dizia que “o mundo é criado pelos pensamentos”. No mesmo sentido, o espírito de André Luiz afirmou que “a ideia é um ser organizado por nosso espírito, que o pensamento da forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção”.
Fato é que, o pensamento cria uma série de vibrações tanto na substância do corpo físico como no mental. Por isso, é necessário que resguardemos nossa mente das ideias fixas, opressivas, aviltantes, buscando uma faixa mental mais equilibrada que possa irradiar e receber energias fraternas, fortalecendo nosso espírito.
Nossos pensamentos determinam o estado de nossa consciência. Pensamentos inferiores geram uma consciência conturbada, enquanto os superiores trazem paz e tranquilidade ao nosso íntimo.
Enfim, nos contatos do cotidiano todos podem sentir e sentem as vibrações que emanam das pessoas e da espiritualidade. Quantas vezes não sentimos um mal ou um bem-estar quando nos aproximamos de alguém ou adentramos em algum lugar? Isso decorre da lei física da assimilação e da repulsão dos fluídos que irradiamos.
O cenário ideal é aquele que acontece quando cultivamos os bons pensamentos, fortalecendo nosso corpo e espírito, mesmo porque, para manter o nosso equilíbrio, evitando assim atitudes de consequências indesejáveis, devemos vigiar constantemente nosso pensamento, uma vez que, repita-se, ele é materialização dos nossos desejos.
Isso guarda plena relação com o nosso corpo físico, como bem ilustrou o poeta romano Juvenal na Sátira “X” com a citação latina: “mens sana in corpore sano”, ou seja, mente sã num corpo são. Naquele contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida.
Porque pensar é criar, o pensamento e a ação marcham unidos. Logo, como nossas ações são resultados de nossas ideias, somos nós que geramos nosso sofrimento ou felicidade.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca