SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

A Educação e o Ensino, a Família e a Escola

Embora não seja um profissional da Educação no seu stricto sensu

Embora não seja um profissional da Educação no seu stricto sensu, trabalhei educando  e ensinando grande parte da minha vida profissional, seja nos estabelecimentos de ensino por que passei, seja exercendo a faculdade de liderar meus pares e subordinados na execução de tarefas tipicamente militares, fossem elas simples treinamentos que exigiam empenho e sacrifícios ou  no cumprimento de missões reais que envolviam risco de vida.

Apenas com base nessa experiência e em observações que fiz vivendo em outros países vou me atrever a tratar deste tema, por que em todas as discussões que acompanho sobre esse importante assunto não tenho observado a referência a alguns aspectos que julgo importantes. O que reforça esse meu atrevimento é o entendimento que tenho, sei é compartilhado por muitos, diante da situação por que passa o país, aí é que se encontra “a raiz de todos os males”.

A primeira questão vem da diferença de significado entre ensino e educação. Enquanto o primeiro trabalha a cognição e a motricidade ao ampliar o nível de conhecimento e habilidades em determinado campo intelectual ou profissional, o segundo abarca aspectos da área afetiva em que são trabalhados valores e atitudes que permitem ao indivíduo o mínimo de condição para viver em sociedade.

Acerca dessa diferenciação, uma ideia corrente que existe é que a Educação é uma atribuição da Família e o Ensino é tarefa da Escola. Essa diferenciação existe mas, entendo, não deve ser tratado o limite entre Escola e Família, como uma fronteira intransponível que não permita que o Ensino seja reforçado pela família e a Educação seja aperfeiçoada na Escola.

O reforço escolar em casa, além de tudo, permite aos pais acompanhar o desenvolvimento dos filhos e possibilita mostrar a esses, pela atenção dispensada pelos pais, a relevância que se deve dar aos estudos.

No que tange à Educação que deve vir de casa, devemos entender que este é um quadro que está longe de ser uma realidade aceitável no nosso país. A nossa criança e o nosso jovem que frequentam a Escola, via de regra, apresentam uma série de deficiências no que se relaciona à valores e à civilidade.

Recordo-me que uma professora de Psicologia que tive, no campo de sua matéria, dizia que “Educar é frustrar”, no sentido que na educação é que se impõe os limites. É nela que o ser que inicia a vida aprende o que ele pode e o que ele não pode fazer para respeitar o espaço do próximo. E sabemos, hoje, esses limites não vêm sendo apresentados a esses jovens e a essas crianças. Some-se a isso as grandes carências sociais e desajustes de grande parte das famílias e o quadro é agravado.

O reforço de valores na Escola, por isso, mais do que desejável é uma necessidade até para que se promova não só o resgate social mas a formação de uma sociedade com ideais nobres e sólidos.

Na mesma linha do que aprendi com a minha professora de Psicologia e em conformidade com as ideias aqui lançadas, ouso proferir a seguinte frase: “ Ensinar é transformar,  Educar é plantar o Bem.”

Eduardo Diniz

*Um cidadão brasileiro

  • Compartilhe
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no LinkeDin
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no WhatsApp

A Educação e o Ensino, a Família e a Escola

Embora não seja um profissional da Educação no seu stricto sensu, trabalhei educando  e ensinando grande parte da minha vida profissional, seja nos estabelecimentos de ensino por que passei, seja exercendo a faculdade de liderar meus pares e subordinados na execução de tarefas tipicamente militares, fossem elas simples treinamentos que exigiam empenho e sacrifícios ou  no cumprimento de missões reais que envolviam risco de vida.

Apenas com base nessa experiência e em observações que fiz vivendo em outros países vou me atrever a tratar deste tema, por que em todas as discussões que acompanho sobre esse importante assunto não tenho observado a referência a alguns aspectos que julgo importantes. O que reforça esse meu atrevimento é o entendimento que tenho, sei é compartilhado por muitos, diante da situação por que passa o país, aí é que se encontra “a raiz de todos os males”.

A primeira questão vem da diferença de significado entre ensino e educação. Enquanto o primeiro trabalha a cognição e a motricidade ao ampliar o nível de conhecimento e habilidades em determinado campo intelectual ou profissional, o segundo abarca aspectos da área afetiva em que são trabalhados valores e atitudes que permitem ao indivíduo o mínimo de condição para viver em sociedade.

Acerca dessa diferenciação, uma ideia corrente que existe é que a Educação é uma atribuição da Família e o Ensino é tarefa da Escola. Essa diferenciação existe mas, entendo, não deve ser tratado o limite entre Escola e Família, como uma fronteira intransponível que não permita que o Ensino seja reforçado pela família e a Educação seja aperfeiçoada na Escola.

O reforço escolar em casa, além de tudo, permite aos pais acompanhar o desenvolvimento dos filhos e possibilita mostrar a esses, pela atenção dispensada pelos pais, a relevância que se deve dar aos estudos.

No que tange à Educação que deve vir de casa, devemos entender que este é um quadro que está longe de ser uma realidade aceitável no nosso país. A nossa criança e o nosso jovem que frequentam a Escola, via de regra, apresentam uma série de deficiências no que se relaciona à valores e à civilidade.

Recordo-me que uma professora de Psicologia que tive, no campo de sua matéria, dizia que “Educar é frustrar”, no sentido que na educação é que se impõe os limites. É nela que o ser que inicia a vida aprende o que ele pode e o que ele não pode fazer para respeitar o espaço do próximo. E sabemos, hoje, esses limites não vêm sendo apresentados a esses jovens e a essas crianças. Some-se a isso as grandes carências sociais e desajustes de grande parte das famílias e o quadro é agravado.

O reforço de valores na Escola, por isso, mais do que desejável é uma necessidade até para que se promova não só o resgate social mas a formação de uma sociedade com ideais nobres e sólidos.

Na mesma linha do que aprendi com a minha professora de Psicologia e em conformidade com as ideias aqui lançadas, ouso proferir a seguinte frase: “ Ensinar é transformar,  Educar é plantar o Bem.”

Eduardo Diniz

*Um cidadão brasileiro

Inscreva-se Newsletter

Inscreva-se em nossa newsletter e receba em primeira mão nossas novidades!
[CARREGANDO...]

Publicidade